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Segundo embaixador, jovem disse que acreditava estar participando de uma "pegadinha" e que achava que o produto químico era "óleo para bebê"

Kim Jong-nam (dir), irmão do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un (esq), foi envenenado em aeroporto na Malásia
Reprodução/Twitter
Kim Jong-nam (dir), irmão do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un (esq), foi envenenado em aeroporto na Malásia

A jovem indonésia acusada de matar Kim Jong-nam, irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-um, revelou às autoridades que recebeu US$ 90 (cerca de R$ 280) pela ação e que achava que a ação se tratava de uma "pegadinha". De acordo com o vice-embaixador da Indonésia na Malásia, onde ocorreu o crime, a jovem Siti Aisyah, de 25 anos, disse que achava que o líquido era um "óleo para bebê".

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Na verdade, tratava-se de um líquido conhecido como "agente VX", considerado uma arma de destruição em massa pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com a revelação do nome do produto químico usado contra o irmão do líder da Coreia do Norte , as autoridades de Kuala Lumpur, capital da Indonésia, ordenaram o fechamento para passageiros e a limpeza da área do aeroporto em que a substância foi utilizada.

Além de Aisyah, seu namorado malaio, um norte-coreano e a vietnamita Doan Thi Huong foram presos por suspeita de envolvimento com o assassinato de Kim Jong-nam. De acordo com o depoimento de Huong, ela também acreditou estar participando de uma "espécie de pegadinha" e que aquilo seria apenas "uma brincadeira inocente na TV".

Apesar das constantes negativas, é cada vez mais forte a suspeita de que o regime norte-coreano esteja por trás da morte. De acordo com uma autoridade do Instituto Sejong, na Coreia do Sul, o assassinato foi "com toda a certeza" um comendo direto de Kim Jong-un. O objetivo seria consolidar seu poder no País consolidado por sua família há quase setenta anos.

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Problemas com o irmão

Kim Jong-nam estava há decadas afastado do regime liderado pela família. Apontado como o sucessor favorito do falecido líder Kim Jong-il, ele havia declarado que não tinha interesse em comandar o país e já havia criticado publicamente o trabalho do meio-irmão diversas vezes.

Há um boato de que Kim Jong-nam teria "perdido seu espaço" no governo quando foi pego, em 2001, tentando entrar no Japão com um passaporte falso para visitar a Disneylândia de Tóquio. No entanto, tal informação jamais foi confirmada por sua família.

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Logo após seu irmão assumir o governo, Jong-nam assumiu ser contra sua posse. "Pessoalmente, sou contra uma sucessão de terceira geração", disse. "Espero que o meu irmão mais novo faça o melhor em nome das vidas prósperas dos norte-coreanos", ressaltou. Além dessas desavenças, Jong-nam era também o filho de Jong-il mais próximo do tio, Jang Song-thaek, o segundo homem mais poderoso da Coreia do Norte. Jang Song-thaek foi executado em 2013, por ordem de Kim Jong-un, após uma acusação de traição.

* Com informações da Ansa.

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