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Cinco homens-bomba se explodiram na sede do serviço de Segurança e de Inteligência Militar da cidade de Homs, localizada a 160 km da capital

A Frente Fateh al-Sham, ex-braço da organização Al-Qaeda, reivindicou o ataque de um grupo de cinco combatentes suicidades realizado neste sábado (25) contra forças de segurança da cidade de Homs, localizada a 160 km da capital Damasco. De acordo coma organização não governamental (ONG) Observatório dos Direitos Humanos da Síria (OSDH), o ataque deixou pelo menos 42 mortos.

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Segundo informações da "Radio France Internationale", os cinco homens-bomba se explodiram na sede do serviço de Segurança e de Inteligência Militar da cidade de Homs, controlada atualmente pelo regime. O chefe da unidade, general Hassan Daaboul, foi um dos que morreram durante o atentado, segundo a agência de notícias do governo da Síria . Daaboul era próximo ao presidente sírio Bashar al-Assad e uma das personalidades mais famosas de círculos de inteligência do país, segundo a televisão estatal. A emissora afirmou ainda que "um dos homens-bomba se dirigiu especificamente em direção ao general".

Atentados ocorrem em meio a tentativas de negociações de paz entre o governo da Síria e grupos de oposição
Reprodução/Twitter
Atentados ocorrem em meio a tentativas de negociações de paz entre o governo da Síria e grupos de oposição

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“Esses são os ataques mais ousados já perpetrados em Homs”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Os atentados ocorrem em meio a difíceis tentativas de negociações de paz, realizadas em Genebra, sob a tutela da Organização das Nações Unidas (ONU), entre o regime sírio e rebeldes, na tentativa de encontrar uma solução para o conflito no país, que já custou mais de 350 mil vidas e milhões de deslocados, em seis anos de guerra.

Segundo a BBC, o representante da Síria na ONU, Bashar al-Jaafari, que lidera as negociações, disse que os ataques são uma mensagem enviada pelos "patrocinadores do terrorismo" aos envolvidos nas negociações. Ele afirmou que os grupos presentes nas conversas denunciem a violência e defendeu que qualquer tipo de acordo só poderá ser concretizado com uma oposição unificada.

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O principal grupo de oposição ao governo da Síria disse condenar "todas as operações terroristas cometidas por grupos terroristas". O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, disse esperar que os ataques não afetem as negociações.

* Com informações da Agência Brasil.

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