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Grupo étnico-religioso de cristãos egípcios constitui 10% da população do país e é, declaradamente, a "presa favorita" de jihadistas do Estado Islâmico

Estado Islâmico persegue membros do grupo étnico-religioso copta no Egito e afirma que atentado é
Wikimedia Commons
Estado Islâmico persegue membros do grupo étnico-religioso copta no Egito e afirma que atentado é "apenas o começo"

O Estado Islâmico queimou vivo um cristão egípcio na cidade de Alarixe, na Península do Sinai. O pai do homem também foi morto, mas a tiros. Os dois corpos foram encontrados na manhã desta quarta-feira (22) atrás de uma escola.

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De acordo com fontes de segurança do Egito, as duas mortes foram consequência de ameaças do Estado Islâmico aos cristãos egípcios. A intimidação foi feita através de um vídeo publicado pelo grupo na madrugada da última segunda-feira (20), sendo direcionada principalmente aos cristãos do grupo étnico-religioso dos "Copta".

As vítimas foram identificadas como Medhat Hana, de 45 anos, e seu pai Saad, de 65 anos. As fontes de segurança confirmaram apenas a causa da morte de cada um deles – e a hora e local em que foram encontrados os cadáveres.

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O grupo étnico-religioso dos coptas representa 10% de toda a população do Egito, constituindo a maior comunidade cristã no Oriente Médio.  Por causa de sua dimensão, são a “presa favorita” dos jihadistas do EI, conforme afirmaram em vídeo.

O grupo terrorista ainda reforçou que o atentado a uma igreja no Cairo que teve 27 vítimas fatais foi “apenas o começo” da perseguição contra esses “infiéis”. Em 2017 outros três coptas foram mortos a tiros em Alarixe. O EI conduz uma guerra sangrenta com as forças armadas do Egito há três anos.

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Atentado

A Catedral de São Marcos, principal igreja copta do Cairo, foi alvo de atentado em 11 de dezembro de 2016. Depois que uma bolsa cheia de explosivos deixada no altar foi detonada no local, 27 pessoas morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas.

Como era um domingo, fiéis chegavam ao templo religioso para grupo de oração quando a explosão aconteceu, pela manhã. Entre as vítimas, estavam principalmente mulheres e crianças, já que a igreja abriga uma capela de encontros só para mulheres. O Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque, que foi considerado o maior atentado contra um templo cristão na história moderna do Egito.

*Com informações de ANSA Brasil

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