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Atirador acabou escapando do local do crime e, para os oficiais turcos, ele teria ascendência do Uzbequistão ou Quirguistão. Veja mais informações

Ao menos 39 pessoas morreram e 69 ficaram feridas no tiroteiro, menos de duas horas após a virada para 2017
Reprodução/Twitter CNN - 01.01.2017
Ao menos 39 pessoas morreram e 69 ficaram feridas no tiroteiro, menos de duas horas após a virada para 2017

A polícia da Turquia afirmou nesta segunda-feira (2) ter prendido oito pessoas que teriam ligação com o tiroteio na casa noturna Reina, em Istambul, na madrugada deste domingo (1º), que teve pelo menos 39 vítimas fatais. Também nesta segunda, o grupo extremista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentado. Com informações do jornal "The Guardian".

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O atirador, que foi flagrado pelas câmeras de segurança, acabou escapando do local do crime e, para os oficiais turcos, ele teria ascendência do Uzbequistão ou Quirguistão – e não está entre os oitos detidos pela polícia antiterrorismo, de acordo com a agência de notícias estatal da Turquia , Anadolu.

Os militares do país afirmaram que estão investigando o caso e que realizaram “ataques contra militantes do Estado Islâmico na Síria”. Jatos turcos teriam atingido pelo menos oito alvos, e tanques e artilharias teriam disparado contra 103 locais próximos de al-Bab, matando 22 combatentes, segundo divulgou o gabinete à agência estatal.

O que se sabe até agora

O ataque na casa noturna Reina, uma das maiores do país, na madrugada de sábado (31) para domingo (1º) matou pessoas de 12 países diferentes. O atirador também assassinou um guarda e outra pessoa antes mesmo de entrar na boate. De acordo com a polícia, foram disparados 180 tiros em apenas sete minutos, matando 39 e ferindo outras 69.

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Nesta segunda, o Estado Islâmico disse ao atirador que ele “atacou uma das casas noturnas mais famosas onde os cristãos celebram seus feriados apóstatas”, descrevendo a Turquia como “protetora da cruz”.

Para escapar do tiroteio, algumas pessoas acabaram se arremessando nas águas do estreito de Bósforo, na Turquia
Reprodução/Google/The Guardian
Para escapar do tiroteio, algumas pessoas acabaram se arremessando nas águas do estreito de Bósforo, na Turquia

A imprensa local afirma que a polícia traçou similaridades entre este tiroteio com outro ataque realizado no país, quando um homem-bomba explodiu-se em no aeroporto de Atatürk, em junho de 2016. Foi aberta uma investigação para apurar se os dois eventos podem ter sido realizados pela mesma “célula” do grupo terrorista islâmico.

O ministro do Interior da Turquia afirmou nesta segunda-feira que 147 pessoas foram detidas na última semana, suspeitas de ligação com o Estado Islâmico, sendo que 25 acabaram sendo oficialmente presas.

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Testemunhas do ataque no primeiro dia do ano de 2017, na boate, descreveram as cenas do crime como “caóticas”. Para escapar do tiroteio, algumas pessoas acabaram se arremessando nas águas do estreito de Bósforo, que liga o mar Negro ao mar de Mármara.

Cerca de dois terços dos mortos na noite de réveillon, que é frequentado por celebridades, eram estrangeiros. Ainda segundo a agência estatal da Turquia, 38 corpos já foram identificados.