Amazônia desmatada
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Amazônia desmatada

Na reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Câmara na manhã da última quinta-feira, a  presidente do colegiado, Carla Zambelli (PSL-SP), não se conteve durante o debate em torno de um projeto que ela tentava enterrar. Irritada, disparou sem rodeios contra o relator da proposta, o deputado Célio Studart (PV-CE):

— Reconheço a boa intenção do seu texto, mas de boa intenção o inferno está cheio.

Esse é o clima em boa parte das sessões da CMA. Uma das mais ferrenhas aliadas do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), Zambelli transformou o espaço num portal de aprovação de projetos caros ao Palácio do Planalto. Sem cerimônia, ela coloca em prática a máxima do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, autor da célebre tese de que o governo deveria “passar a boiada” quando precisa alterar normas e regras que considera importantes.

Nesse cenário, a boiada está de fato passando na comissão. Como estão em maioria, os governistas já aprovaram projetos polêmicos. Entre eles estão o que dificulta a criação de novas unidades de conservação e o que liberou a prática da vaquejada como esporte.

Neste ano, a comissão aprovou 22 propostas; a maior parte, 13 delas, de interesse do governo. São projetos que seguem caminhando na Câmara e precisam passar por outras comissões antes de serem votadas no plenário, última etapa da tramitação na Casa. Na lista pró-governo, além do projeto que torna policiais fiscais ambientais, a base aprovou no colegiado a obrigatoriedade que se faça uma consulta pública antes de definir corredores ecológicos em determinadas áreas.

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