Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
José Cruz/Agência Brasil
Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , vai passar uma semana na Amazônia para acompanhar de perto operações de combate ao desmatamento e garimpo ilegal na região. De acordo com o Diário Oficial da União (DOU), o "exercício avançado" dos agentes vai ocorrer nos municípios de Altamira, Uruará, Placas, Rurópolis e Itaituba, no Pará.

Salles  viajou até a Amazônia nesta terça-feira (11) e deve retornar no próximo dia 15. O ministro acompanha o presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, e o presidente do ICMBio, Fernando Lorencini.

A ação se trata de uma operação policial que reúne agentes do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e da Força Nacional de Segurança Pública. Os locais escolhidos como foco têm histórico de avanço de madeireiros, grileiros de terra e garimpeiros sobre unidades de conservação ambiental e terras indígenas.

Desmatamento na Amazônia

A região da Amazônia voltou a registrar novos recordes de desmatamento. Os dados oficiais do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que, em abril de 2021, a região calculou o maior índice de alerta de destruição desde 2015, quando os dados começaram a ser mapeados.

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Em relação ao mesmo período do ano anterior, abril teve um aumento de 42% no desmatamento. Foram 581 km² até o dia 29, contra 407 km² em abril de 2020.

Ao jornal O Estado de S. PauloSalles disse que a responsabilidade pelas taxas de desmatamento era do vice-presidente Hamilton Mourão, já que até abril ainda estava me vigor a chamada Garantia de Lei de da Ordem (GLO). A operação enviou militares à Amazônia para apoiar o combate ao desmatamento, por meio da Operação Verde Brasil 2. "Abril ainda estava em vigor a GLO sob o comando do vice-presidente. Peço encaminhar a ele os questionamentos", disse o ministro.

Já Mourão, afirmou ao Estadão  que "não se considera adequado comparar o mês de abril de 2021 com outros meses de abril de outros anos. Uma comparação mais adequada é de um período de, pelo menos, três meses, conforme recomendação dos pesquisadores do Inpe"

"Os dados do DETER podem incluir processos de desmatamento ocorridos em períodos anteriores ao do mês de mapeamento, mas cuja detecção não fora antes possível por limitações de cobertura de nuvens. É preciso distinguir entre o tempo de ocorrência e a oportunidade de detecção que é dependente do regime de nuvens", acrescentou.

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