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Foto: Reprodução/YouTube
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas

Em nova coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira (17), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), autorizou a reabertura das escolas,  a partir do dia 7 de outubro, apenas para atividades de reforço.

A decisão vale para o Ensino Infantil, Fundamental e Médio. O retorno não é obrigatório para escolas nem para as famílias e valerá para todo o ensino básico (0 a 17 anos). 




O prefeito autorizou que escolas possam fazer atividades extracurriculares em outubro, que são esportes, línguas, música, recreação e acolhimento. Para alunos da creche e pré-escola municipais, o acolhimento será feito em unidades de saúde, em Centros para Crianças e Adolescentes (CCA), que também serão reabertos em outubro.

Bruno Caetano, secretário municipal de Educação, reforçou que os protocolos sanitários devem ser seguidos pelas escolas, mesmo na retomada de atividades extracurriculares presenciais. "Nada vai faltar para o retorno seguro às aulas", afirmou. 

"Estamos liberando o protocolo elaborado pelo governo do Estado de São Paulo. Até agora a cidade de São Paulo teve flexibilização sem retroceder, com redução em óbitos e internações. E é com essa mesma cautela que vamos continuar no setor educacional", disse o prefeito. 

De acordo com Bruno Covas, a definição sobre a retomada das aulas regulares, entretanto, só deve ser divulgada em novembro. No dia 3 de novembro, será apresentado novo inquérito sorológico, para análise de readequação das medidas anunciadas nesta tarde.

Segundo Bruno Covas, a Prefeitura vai continuar com outros inquéritos sorológicos. "Estamos recebendo pressões de tudo quanto é lado. Mas temos certeza que estamos fazendo o que é recomendado pela área da saúde. Temos a vida como bem principal a ser protegido."

Pelo cronograma de reabertura do governo estadual, a retomada das aulas presenciais está prevista para o dia 7 de outubro, desde que 80% da população do estado esteja na fase de flexilibilazação amarela do plano São Paulo. 

No estado, as escolas foram autorizadas a reabrir para aulas extra-curriculares, acolhimento e educação física no dia 8 de setembro. Apesar da liberação do governo estadual, as prefeituras têm autonomia garantida pelo STF para decidir quando e se irão reabrir.

Anos letivos 2020 e 2021

Bruno Caetano também anunciou que os anos letivos de 2020 e 2021 serão mesclados, "para que haja mais tempo de recuperação das aprendizagens". "Todos os conteúdos previstos serão tratados em sala de aula, por intermédio dos nossos professores", explicou.

Como parte desse projeto reforço escolar, haverá a promoção de ensino integral para os alunos em ambos os anos letivos de 2020 e 2021. "Nas escolas onde houver espaço físico para a extensão do ensino presencial, isso será feito", afirmou Caetano, anunciando ainda a compra de quase 500 mil tablets, que serão distribuídos a todos os estudantes dos ensinos fundamental e médio com planos de dados para que eles tenham acesso aos conteúdos. "Todos os alunos terão a possibilidade de fazer o reforço no contraturno", garantiu.

Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, frisou a importância do atendimento socioemocional para crianças, uma vez que várias pesquisas têm identificado o aumento de casos de depressão e ansiedade em meio à pandemia da covid-19. 

"Todos sabem que somos, sim, defensores da volta às aulas. Mas, a todo momento, só podemos avançar nesse tema com a autorização da área da Saúde". 

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