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EBC/ARQUIVO
A prefeitura do Rio de Janeiro autorizou, no dia 20 de julho, o retorno às atividades presenciais nas escolas privadas a partir do dia 3 de agosto


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas ( ONU ), Antonio Guterres, defendeu a necessidade dos países começarem a elaborar planos de volta às aulas de maneira segura, além de enfatizar que a reabertura das escola precisa tratada como prioridade para evitar uma '' catástrofe de toda uma geração ". Escolas do mundo inteiro estão fechadas desde o início do ano por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-cov-2).


Guterres avalia que mais de 1 bilhão de estudantes foram afetados pelos efeitos da covid-19 e que cerca de 40 milhões desses alunos estão fora da escola em um momento crucial para o desenvolvimento da aprendizagem. "Colocar os alunos de volta às escolas da forma mais segura que for possível precisa ser a maior prioridade", disse o secretário, em entrevista à CNN.

"Já enfrentávamos uma crise de ensino anterior à pandemia. Agora, estamos diante de uma catástrofe de toda uma geração que pode desperdiçar potencial humano e prejudicar décadas de atraso, exacerbando a desigualdade ", complementou.

Além da defasagem na aprendizagem, outros problemas estão relacionados ao fechamento das escolas, como a desnutrição das crianças que dependem da merenda, a igualdade de genêro e o aumento do casamento infantil em alguns países. 

Para garantir a reabertura das escolas o mais rápido possível com segurança, a ONU lançou uma campanha chamada "Save Our Future" (Salve o nosso futuro) em defesa da volta às aulas e que o assunto seja avaliado como prioridade pelos governos ao redor do globo.

Um estudo da prestigiada revista médica The Lancet demonstra que os protocolos fundamentais para o retorno seguro  às escolas são testes e rastreamento de casos, isolando indivíduos que testem positivo e seus parentes mais próximos.

Na Austrália, as escolas ficaram abertas entre fevereiro e abril e interferiu pouco no aumento no número de casos." As decisões dos governos precisam pensar no impacto para milhões de jovens e no desenvolvimento de seus países para as próximas décadas", disse Guterres.

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