Brasil teve uma série de medalhistas na competição de educação
WorldSkills / Reprodução / Facebook
Brasil teve uma série de medalhistas na competição de educação

O Brasil é um dos três melhores países do mundo em educação profissional. A equipe brasileira ficou em terceiro lugar na olimpíada mundial de ensino técnico, que foi realizada na última semana em Kazan, na Rússia. Os anfitriões ocuparam o segundo lugar. A China ficou em primeiro.

No total, 63 países e regiões participaram da disputa . O ranking da 45ª WorldSkills foi divulgado nesta quarta-feira (28), mas, apesar do resultado, especialistas afirmam que o Brasil ainda não conseguiu sedimentar uma política pública robusta de incentivo à modalidade.

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De acordo com eles, os governos não desenvolveram iniciativas perenes para reproduzir em larga escala o modelo de excelência que apresenta nas disputas internacionais. A última Pnad Contínua ilustra bem essa afirmação: dos 9,3 milhões de jovens matriculados no ensino médio em 2018, só 6,2% frequentavam algum curso técnico. Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram 8%.

Nesta edição do mundial de profissões, o Brasil levou 63 competidores , alunos do Senai e do Senac, para disputar medalhas. O país somou 39,7 mil pontos a partir da conquista de duas medalhas de ouro, cinco de prata, seis de bronze e 28 certificados de excelência internacional.

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Em julho, o MEC anunciou a intenção de aumentar em até 30% a taxa de alunos no ensino técnico, mas não deu detalhes de como isso será feito. Durante a WorldSkills em Kazan, a ausência de membros do governo brasileiro, no entanto, deu outro recado. Mais de quarenta países tiveram representantes da gestão local na competição. O presidente russo Vladimir Putin participou da cerimônia oficial de encerramento na Arena Kazan.

Olimpíada

Durante a olimpíada , os estudantes são avaliados a partir de parâmetros internacionais de qualidade e a obtenção de medalhas ou certificados de excelência significa que esses jovens estão entre os melhores do mundo na atividade que desempenham.

Nesta edição, o Brasil se destacou em áreas como Desenho mecânico, Tornearia, Mecatrônica, Computação em Nuvem, Segurança cibernética, Tecnologia da Moda, entre outras. O país obteve nível de excelência em 73% das ocupações disputadas.


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