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Durante evento em SP, ministros de Collor, Itamar, Lula e Dilma criticaram cortes na área e manifestaram preocupação com políticas do atual governo

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Larissa Pereira - iG Último Segundo
Na carta, os ex-ministros também manifestam 'grande preocupação com as políticas para a educação'

Em carta aberta coletiva, divulgada nesta terça-feira (4), seis ex-ministros da Educação dos governos Fernando Collor, Itamar Franco, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff dizem que a gestão do presidente Jair Bolsonaro vê o setor como uma "ameaça". Eles criticam os cortes na área e manifestam preocupação com as políticas adotadas atualmente pelo governo federal.

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"A Educação se tornou a grande esperança, a grande promessa da nacionalidade e da democracia. Com espanto, porém, vemos que, no atual governo, ela é apresentada como ameaça", afirma trecho do comunicado.

Os seis ex-ministros se reuniram nesta terça-feira no Instituto de Estudos Avançados da USP. Participaram do encontro José Goldenberg (governo Collor ), Murilo Hingerl ( Itamar ), Cristovam Buarque ( Lula ), Fernando Haddad (governos Lula e Dilma ), Aloizio Mercadante (Dilma) e Renato Janine Ribeiro (Dilma).

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Na carta, os ex-ministros também manifestam "grande preocupação com as políticas para a educação adotadas na atual administração". Dizem também que os contingenciamentos de recursos em áreas como Educação e Saúde "podem ter efeitos irreversíveis e até fatais".

Afirmam ainda que o governo atua de forma "sectária, sem se preocupar com a melhoria da qualidade e da equidade do sistema, para assegurar a igualdade de oportunidade".

Durante o encontro, Janine lamentou a ausência do ministro Paulo Renato Souza, que comandou a Educação durante o governo Fernando Henrique Cardoso e morreu em 2011. Ele disse que Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva na pasta no governo tucano, contribuiu com o documento divulgado, mas não aceitou ir ao ato por não ter sido a titular do ministério.

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Os ex-ministros anunciaram que vão criar o Observatório da Educação Brasileira para dialogar com a comunidade acadêmica e científica, parlamentares e gestores.

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