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Abraham disse que trabalhará para entregar o que está no plano de governo de Bolsonaro e que o presidente não lerá questões do Enem antes da prova

bolsonaro e ministro da educação
Marcos Corrêa/PR
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, é o mais novo ministro do governo Bolsonaro

O mais novo ministro do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, que assumiu o Ministério da Educação (MEC) nesta semana, afirmou que ficará vigilante a "tudo o que sair" da pasta, como livros didáticos, e estará atento ao que chamou de "sabotagens". Apesar das declarações, ele negou que haverá qualquer tipo de perseguição no MEC.

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"Não sou caçador de comunistas", afirmou o ministro da Educação , que promete atenção especial à disciplina dentro das escolas. Segundo ele, professores agredidos em sala de aula deverão chamar a polícia para que os pais dos alunos sejam processados. Em último caso, diz ele, as famílias dos alunos agressores poderão até perder direito ao Bolsa Família, programa assistencial do governo.

"Temos de cumprir leis ou caminhamos para barbárie. Hoje há muito o ‘deixa disso’, ‘coitado’. O coitado está agredindo o professor", disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo , o ministro , frisando que ainda não há medidas previstas para enfrentar o problema.

"A gente não tem de inventar a roda. Tem que cumprir a Constituição e as leis ou caminhamos para barbárie. Se o professor alegar que não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós", disse.

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Também na mesma ocasião,  Weintraub afirmou que o cronograma do Enem será cumprido e que Bolsonaro não lerá antes as questões da prova. “Se sair um Enem todo errado, sou o culpado e tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo.”

"O presidente me deu carta branca para formar o time. Ele me pediu para entregar tecnicamente os melhores resultados. Não estou lá para fazer barulho", afirmou. "Há várias coisas da agenda com atraso no cronograma. Vélez saiu por isso. Não porque foi pego em escândalo ou por não ter capacidade intelectual", continuou.

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Ao ser perguntado se o fim do PT estaria ligado à Educação , o ministro foi categórico: "Sem dúvida". "Uma pessoa que sabe ler e escrever e tem acesso à internet não vota no PT. A matemática é inimiga do obscurantismo. Não sou contra petista. Tenho amigos que são petistas. Pessoas boas que não conseguem se livrar", afirmou.

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