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Produto estaria no último dia do prazo de validade quando foi distribuído para os alunos da rede municipal de ensino da prefeitura de Santos. Veja foto

Duas unidades do bolinho de laranja foram distribuídas para casa aluno. Criança comeu um e levou o outro pra casa, quando mãe percebeu que produto está embolorado
Reprodução/Facebook
Duas unidades do bolinho de laranja foram distribuídas para casa aluno. Criança comeu um e levou o outro pra casa, quando mãe percebeu que produto está embolorado

Uma aluna de 6 anos da rede municipal de ensino de Santos, no litoral de São Paulo, recebeu duas unidades de um bolo mofado como merenda escolar no intervalo das atividades do programa Escola Total, da prefeitura municipal, na última quinta-feira (17). A situação ganhou grande repercussão na internet após a mãe da menina postar duas fotos na rede social mostrando o estado do produto e o prazo de validade .

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A estudante teria recebido o bolo de sabor laranja na pausa das atividades do programa de ensino integral da prefeitura que funcionam no ginásio Arena Santos, no bairro da Vila Mathias. Segundo relatou a mãe da menina nas redes sociais, sua filha teria ingerido uma unidade do produto e levou a outra para casa.

Não é possível saber se o primeiro bolo também estava como mofo . Só quando a mãe foi servir a segunda unidade para a criança que teria se dado conta da condição do alimento. Segundo ela, não dava pra notar o mofo no produto a princípio. "Quando tirei ele todo do plástico que reparei no bolor. Aí perguntei para minha filha se ela tinha comido algum daquele e ela disse que sim", contou a mãe em entrevista ao G1 .

Bolinho mofado foi servido no último dia do prazo de validade do alimento. Fabricante alegou que problemas podem ter sido causados por má conservação.
Reprodução/Facebook
Bolinho mofado foi servido no último dia do prazo de validade do alimento. Fabricante alegou que problemas podem ter sido causados por má conservação.

A segunda reação da responsável que preferiu não se identificar foi checar o prazo de validade do protudo e, para sua surpresa, o produto estava no último dia antes do vencimento. "Criança não repara em validade. Acho que se vão servir algo, precisa ter uma fiscalização naquilio que estão dando. É um absurso. É horrível. Já pensou quantas crianças podem ter ingerido bolinho com mofo?", questionou a mãe.

Ela disse ainda que outras duas meninas vizinhas a ela também receberam o mesmo bolinho, do lote 107, e seu outro filho, que passa o período da tarde no programa da prefeitura também ingeriu o alimento antes que ela soubesse do problema.

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Num post na rede social, pelo menos uma outra mulher afirmou que "meu filho estuda na escola Terezinha de Jesus Siqueira Pimentel e também trouxe um bolinho para casa, sabor chocolate. O produto não estava como esse da foto, mas estava com cheiro de mofo. Joguei fora!"

Cobranças e explicações

A fabricante do produto, Re-Ali Júnior, disse que a contaminação microbiológica é evitada quando são seguidos os cuidados de conservação e armazenamento orientados na embalagem, e que, no início de maio, recebeu outra reclamação da Prefeitura de Santos sobre a mesma contaminação em outro bolinho do mesmo lote. Ela, porém, não informou os motivos pelos quais os produtos do lote não foram retirados de circulação.

Ainda assim, a fabricante reiterou que seu processo de produção segue cronograma de higienização rigoroso, com monitoramento ambiental, barreiras sanitárias na área produtiva e materiais de embalagens qualificados antes do fornecimento.

Já a Secretaria de Educação (Seduc) de Santos explicou que os bolinhos do lote citado foram entregues aos alunos dentro da data de validade e que eles estavam armazenados adequadamente. A Seduc ainda informou que os produtos são entregues nos núcleos semanlmente e que os locais recebem visistas periódicas de nutricionistas da rede municipal.

Além disso, a pasta reiterou que este foi um problema pontual e que já está em contato com a fabricante para que novos fatos como este sejam evitados.

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Também nas redes sociais, o vereador da cidade, Kenny Mendes, aproveitou o caso do bolo com mofo para cobrar explicações: "SITUAÇÃO INACEITÁVEL! Estou elaborando um requerimento para que seja rescindido o contrato com este fornecedor! Uma empresa destas NÃO PODE fornecer alimentos nestas condições. Se depender de mim nunca mais vão vender uma bala sequer para a prefeitura de Santos. Obrigado por postar e me alertar."

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