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Representantes das instituições enviaram carta ao governo do Rio para alertar sobre a situação e cobrar pagamento dos salários dos servidores

Um dos signatários da carta escrita pelas universidades fluminenses é Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj
Tânia Rego/Agência Brasil - 14.6.2017
Um dos signatários da carta escrita pelas universidades fluminenses é Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj

Os reitores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro enviaram carta ao secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Pedro Fernandes, alertando que caso não seja normalizado o pagamento do 13º salário de 2016 e os vencimentos de abril, maio e junho deste ano, as instituições estaduais do Rio de Janeiro (Uerj), do Norte Fluminense (Uenf) e a Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) não terão condições de iniciar as aulas no próximo semestre.

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As três universidades do Estado estão fechando o segundo semestre de 2016, iniciado em abril, depois de um longo período de greve, devido à crise financeira do governo estadual. Servidores e docentes estão com os salários atrasados, bem como o pagamento de bolsas a alunos.

Os reitores destacam que a paralisação ou descontinuidade das atividades educacionais ocasionará um grave prejuízo direto a mais de 150 mil alunos da rede pública de ensino superior e às atividades econômicas e sociais ligadas às instituições. O documento esclarece que o término do atual semestre só será possível graças ao comprometimento dos professores, quadro técnico e das empresas prestadoras de serviço.

Uma das consequências da crise econômica da Uerj foi o aumento na evasão de alunos. No ano passado, a instituição registrou o dobro no número de evasão na comparação com o ano anterior.

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Em junho, o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, informou que todo ano entre 300 e 400 alunos cancelam suas matrículas, número que dobrou em 2016. Ele enfatizou o impacto dos atrasos de pagamentos na permanência dos alunos bolsistas da instituição, pioneira em ações afirmativas no País. Pelo menos 10 mil alunos em dificuldade financeira – cotistas e não cotistas – recebem, mensalmente, um auxílio de R$ 450, que ajudam na locomoção e na frequência.

Ação da OAB

A carta cita ainda uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Rio (OAB-RJ) que obriga o governo do estado a pagar os servidores na mesma data em que remunera os servidores da secretaria.

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Até o momento da publicação desta reportagem, a Secretaria de Ciência e Tecnologia ainda não havia se manifestado a respeito da carta apresentadas pelos reitores das universidades estaduais sobre a falta de condição para iniciar as aulas no próximo semestre letivo.


* Com informações da Agência Brasil