Mais uma novidade para quem for prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano: a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) vai reservar vagas para cotistas raciais que quiserem entrar na instituição utilizando a nota do Enem.

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Direito da USP vai disponibilizar 20%, dos 30% das vagas reservadas aos candidatos do Enem, para cotistas raciais
Marcos Santos/USP
Direito da USP vai disponibilizar 20%, dos 30% das vagas reservadas aos candidatos do Enem, para cotistas raciais

Desde o 2016, a faculdade de direito do Largo de São Francisco (FDUSP) já havia aderido ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que é o meio pelo qual as instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem . Mas, até então, eram separados apenas 20% das vagas, destinadas exclusivamente para quem frequentou escolas públicas durante o ensino médio.

Agora, a divisão será de 10% para quem estudou em escolas públicas e 20% para os auto declarados pretos, pardos e indígenas. Atualmente, a FDUSP admite 460 alunos por ano, sendo 225 destinadas ao período da manhã, e 235 para o período da noite.

A USP , que tradicionalmente aprova os alunos por meio das provas elaboradas pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest),  passou a adotar as notas do Enem em 2015. No entanto, cada unidade tem poder de decisão se vai ou não aderir ao Sisu . No primeiro ano desde a aceitação do novo processo seletivo, foram reservadas 13,5% do total de vagas nos cursos de graduação.

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Votação

A decisão foi tomada depois de uma votação realizada na quinta-feira (30), pela Congregação da FDUSP, onde venceu a proposta de ampliação das vagas reservadas para candidatos que se inscreverem pelo Enem.

A iniciativa de aprovar as cotas raciais de candidatos que participarem do processo seletivo pelo Enem  partiu do Centro Acadêmico (CA) XI de Agosto, que mobilizou os alunos para pressionar a Congregação para que a aprovação das cotas raciais fosse feita. “É fundamental ressaltar que esta conquista é resultado de anos de luta do movimento estudantil e do movimento negro por maior democratização ao acesso à Universidade, especialmente às populações historicamente marginalizadas” afirmou a organização, que também ressaltou estar se preocupando para garantir que os ingressantes tenham condições de continuar na universidade.

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