Segundo sindicato de professores, 90% das escolas da rede estadual na zona leste de São Paulo estão com portões fechados
Marina Maia Meireles/UNE
Segundo sindicato de professores, 90% das escolas da rede estadual na zona leste de São Paulo estão com portões fechados

A paralisação nacional de trabalhadores que ocorre nesta quarta-feira  (15) provocou o cancelamento de aulas em diversas escolas e universidades públicas em todo o estado de São Paulo.

Pela manhã, um grupo de estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) realizaram protesto e bloquearam o portão 1 da universidade, principal acesso ao campus da instituição, no cruzamento da Avenida Afrânio Peixoto com a Rua Alvarenga – zona oeste paulistana. O bloqueio durou cerca de cinco horas, entre as 6h30 e as 11h30 desta manhã.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Magno de Carvalho, cerca de 1.000 pessoas participaram do ato e adesão à greve  foi "acima do esperado". Oficialmente, a USP não confirma alterações no cronograma de aulas.

Leia também: MTST invade Ministério da Fazenda em protesto contra reforma da Previdência

Em Guarulhos, o Colegiado dos Técnicos Administrativos da Universidade Federal de São Paulo (Univesp) decidiram aderir à paralisação nacional – ato que foi reconhecido pela Diretoria Acadêmica da instituição. Com isso, boa parte dos professores resolveram cancelar suas aulas nesta quarta-feira. A direção da Unifesp ainda não apurou a situação das demais unidades da instituição.

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) confirmou à reportagem que algumas unidades estão parcialmente paralisadas, mas até o momento não levantou em quais locais as aulas foram canceladas.

Você viu?

Na Universidade Federal do ABC (UFABC), estudantes relatam que cada professor está decidindo individualmente se irá manter ou cancelar a aula. Algumas provas que estavam previstas para esta quarta-feira foram canceladas devido às paralisações.

A direção da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou que as faculdades da instituição operam normalmente nesta quarta-feira.

Leia também: Com paralisação geral, ônibus voltam a circular e Metrô opera parcialmente em SP

Escolas estaduais e municipais

De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, apenas 3% das escolas da capital paulista e Grande SP foram afetadas pela paralisação de trabalhadores. A pasta informa que "todo o conteúdo perdido será reposto em data a ser determinada pelo Conselho Escolar de cada unidade". De acordo com o sindicato que representa os professores da rede estadual (Apeoesp), somente na zona leste da capital paulista (região mais populosa de São Paulo), 90% das escolas estão fechadas. 

A Secretaria Municipal da Educação da capital paulista ainda não divulgou balanço das unidades afetadas pela paralisação de trabalhadores. O sindicato dos professores da rede municipal (Sinpeem) também não divulgou informações a respeito do assunto. A categoria realiza ato às 15h desta quarta-feira em frente à sede da Prefeitura de São Paulo.

Os atos e a greve geral deste dia 15 integram um protesto nacional de movimentos sociais e frentes sindicais contra as reformas trabalhista e previdenciária propostos pelo governo Michel Temer.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários