Nuno Vasconcellos
Daniel Castro Branco/Agência O Dia
Nuno Vasconcellos

O presidente da República e o governador de São Paulo travam uma luta política ferrenha sobre como conduzir a vacinação contra o coronavírus no país. Esta semana, João Doria perdeu a paciência e criticou duramente Jair Bolsonaro. "Lamentável. Ao invés de comemorar o fato de o Brasil ter um imunizante seguro e eficaz para combater a pandemia, ele ironiza a vacina. Enquanto brasileiros perdem vidas e empregos, Bolsonaro brinca de ser presidente", disse Doria. Este embate acendeu o sinal verde para os tucanos do Rio de Janeiro tomarem uma posição. O presidente do partido, Paulo Marinho, saiu em defesa do colega paulista: "Bolsonaro transformou uma questão sanitária numa guerra política. Enquanto Doria busca, desde o início, uma saída que leve saúde para a população, o capitão comete um crime ao atrasar a vacinação".

"Ele erra como Pinochet"

Marinho acredita que o desfecho político de Bolsonaro pode ser trágico a julgar pela forma como está se comportando. "Certa vez, o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet foi preso na Espanha por um juiz de primeira instância. Isto pode vir a acontecer com Bolsonaro. Afinal, a vacina precisa ser aplicada e esta é uma questão humanitária. Se a Coronavac for vetada, o caso acabará na Justiça. O PSDB do Rio tem a responsabilidade de se empenhar para salvar vidas. Isto é um dever e não tem a ver política partidária", disse Marinho.

Drama trabalhista

Funcionários terceirizados da Faetec denunciam que foram dispensados do trabalho em setembro sem receber aviso prévio e os benefícios previstos por lei. Os salários estão atrasados. No final de outubro, a empresa responsável pelo contrato dos cerca de 1.220 funcionários realizou a baixa nas carteiras, mas até agora nenhum recebeu os seus direitos de rescisão.

Crianças desaparecidas

As operadoras de telefonia celular serão obrigadas a enviar aos seus usuários informações, por SMS ou notificações, sobre os registros de crianças e adolescentes desaparecidos no estado do Rio. A lei, de autoria do deputado Alexandre Knoploch (PSL), foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro.


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