Nuno Vasconcellos

O preço do legado para o Rio
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O preço do legado para o Rio

Ainda que tardiamente, a Comissão Permanente de Esporte e Lazer da  Câmara do Rio de Janeiro realizou audiência pública para discutir a melhor maneira de utilização das estruturas e os projetos esportivos deixados pelos Jogos Olímpicos de 2016. Estamos falando do resultado de um investimento bruto de R$ 41 bilhões. O assunto merecia maior destaque da mídia.

O encontro reuniu parlamentares, além do secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder; o subsecretário estadual de Planejamento e Gestão da Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Juventude, Rogério Pimenta; o coordenador da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Maurício Pelegrineti; o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Rogério Silva de Melo; o diretor do Comitê Olímpico do Brasil, Jorge Bichara; o presidente da Confederação de Futebol 7, Marco Fialho; e o ex-atleta Diogo Silva, lutador de taekwondo e campeão pan-americano em 2007.

HORA DE TRABALHAR

Para o site da Câmara, o vereador Felipe Michel (PP), presidente da Comissão, reforçou a necessidade da melhoria do diálogo entre os governos federal, estadual e municipal. “Precisamos transformar o largado em legado olímpico". O parlamentar enfatizou a importância das atividades esportivas na vida das pessoas.

"Não acredito em educação sem o esporte, e vice-versa. Pois eu sou exemplo disso". Mauricio Pelegrinetti, do Governo Federal, garantiu que o Parque Olímpico, localizado na Barra da Tijuca, não está paralisado e se encontra de portas abertas. “O espaço tem recebido competições de ginástica olímpica, boxe e tênis de mesa, entre outros, e ainda existem propostas para que o local tenha uma utilização permanente para receber iniciativas esportivas”, disse.

Em nome da prefeitura, Guilherme Schleder afirmou que até o dia 24 de setembro o município concluirá a licitação para a concessão das Arenas 1 e 2 e do Centro de Tênis. "O ganhador irá construir a escola olímpica da Arena 3, além de reformar a Vila Olímpica, com a construção de uma pista ao lado da Arena 3", antecipou. Para o ex-atleta de taekwondo Diogo Silva, em vez de se criar mais centros esportivos, a iniciação esportiva deveria ser priorizada nas escolas de ensino básico.

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“O Estado deve realizar a manutenção dos espaços de treinamento para transformar jovens em atletas de alta performance”, sugeriu. Neste sentido, o subsecretário Rogério Pimenta informou que um edital será lançado pelo Estado para a criação de 300 núcleos socioesportivos. “O governador Cláudio Castro pediu o mapeamento de 20 escolas que já tenham uma estrutura esportiva para implementar projetos de esporte e lazer nos finais de semana”.

Reconhecimento por foto

Para evitar que pessoas sejam presas e condenadas apenas por reconhecimento das vítimas através de fotos de redes sociais ou outros meios informais, o deputado Dionísio Lins apresentou projeto de lei que proíbe prisão de suspeitos que não tenham seu reconhecimento facial feito por meio oficiais com a Polícia Civil, Militar e o Instituto Felix Pacheco.

"Nossa finalidade é a de colaborar com os registros de ocorrência, evitando que os servidores cometam erros ou conduzam uma investigação de maneira a ser desqualificada posteriormente", disse o parlamentar.

Preço do arroz e do feijão

A lei estadual que isenta o ICMS no arroz e no feijão foi apoiada pelo setor de supermercados. "Essa isenção só traz benefícios para o consumidor que só tem visto os preços subirem. A alta atinge todos os setores. Qualquer isenção de ICMS em produtos vendidos nos supermercados, traz um alívio pra população e, acima de tudo, contribui para a retomada da economia", diz Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.


Tuitadas do Nuno

A inflação acumulada até agosto chega quase na casa de dois dígitos, e é a mais alta para o mês em 21 anos, atingido 9,68%. Não é uma surpresa. Basta ver o valor da gasolina ou ir ao mercado. Sem uma estabilidade política, a econômica fica ainda mais difícil.

O discurso firme do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, deve encerrar outra questão que não deveria estar gastando a energia enquanto o país precisa se reerguer em tantos outros aspectos. Não haverá promessa possível de ser cumprida em 2022 se seguirmos como estamos.

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