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Imprensa estrangeira destaca possível embate entre Lula e Bolsonaro em 2022
O Antagonista
Imprensa estrangeira destaca possível embate entre Lula e Bolsonaro em 2022

A imprensa internacional noticiou a decisão do ministro Edson Fachin nesta segunda (8), destacando que Lula poderá se candidatar à presidência no ano que vem e disputar a eleição com Jair Bolsonaro no que seria um “ retorno sensacional ” do ex-presidente.

"O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pode realizar uma tentativa de retorno sensacional depois que um juiz da Suprema Corte anulou uma série de condenações criminais contra o ícone esquerdista e restaurou seus direitos políticos", escreveu o correspondente do jornal inglês Guardian no Rio de Janeiro, Tom Phillips. "A decisão, que os analistas chamaram de bomba política, significa que Lula quase certamente desafiará o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais de 2022".

Para o New York Times, a decisão de Fachin tem o potencial de remodelar o futuro político do Brasil. "Com seus direitos políticos reestabelecidos, é amplamente esperado que Lula dispute com Bolsonaro as eleições do ano que vem".

Segundo a agência Bloomberg, "a decisão oferece ao ex-líder sindical e presidente em dois mandatos sua maior chance de um retorno há muito desejado". A Bloomberg cita uma pesquisa da Ipec, "um instituto de pesquisa novo liderado pela ex-presidente do Ibope", segundo a qual "Lula mostra um potencial maior para as eleições de 2022 do que Jair Bolsonaro". Segundo essa pesquisa, 50% dos que participaram falaram que poderiam votar em Lula e 38% no atual presidente.

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Segundo o site alemão DW, "um tribunal brasileiro anulou as condenações criminais contra o ex-presidente Lula, permitindo que o líder de esquerda se candidate a presidente no próximo ano".

O Clarín, da Argentina, destacou a possibilidade de Lula ser candidato em 2022 no título do texto, e fez considerações sobre a “hoje questionada” Operação Lava Jato. "A decisão monocrática de Fachin, um juiz conhecido por estar alinhado com as denúncias e casos impulsionados pela Operação Lava Jato, aconteceu logo após o escândalo gerado pelo vazamento de mensagens que revelaram aquilo que Lula e o PT sempre denunciaram: o trabalho conjunto e secreto dos fiscais e do então juiz Sergio Moro para condenar o ex-presidente antes que pudesse competir nas últimas eleições presidenciais", diz o texto.

O cientista político e presidente da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, anunciou no Twitter a decisão de Fachin e comentou: "Parece que as eleições do ano que vem serão muito mais interessantes (e controversas)".

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