Vice-presidente general Hamilton Mourão
Agência Brasil
Vice-presidente general Hamilton Mourão

Nesta terça-feira (01), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que os dados de desmatamento registrados na Amazônia foram "menos pior" do que o previsto neste ano. Em um conversa com jornalistas pela manhã de hoje, Mourão afirmou que a estratégia de combate a crimes ambientais está "dentro do programado" e que não há planos de uma reavaliação. As informações são do UOL .

"Estamos com uma tendência de queda (do desmatamento) desde maio quando a gente iniciou a Operação (Verde Brasil). A expectativa é que ia dar 20% acima do ano passado. Então, deu 9,6% e nós temos de continuar na pressão", disse.

Nesta segunda (30), durante visita de Mourão, o governo divulgou que  o desmatamento da Amazônia teve uma alta de 9,5% no último ano, segundo a estimativa do Prodes, sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Alta no desmatamento

De acordo com o UOL, entre agosto de 2019 e julho deste ano, a devastação da floresta alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores. "Vamos dizer o seguinte. Foi menos pior, essa é a realidade. Podia ser pior ainda", avaliou Mourão .

O vice-presidente afirmou que há uma tendência de redução em 50% do desmatamento em novembro comparado com o mesmo período do ano anterior. De acordo com ele, o objetivo do governo é que "só haja o desmatamento dentro da legislação, aquele que é os 20% dentro da propriedade", sem que isso ocorra em unidade de conservação, terras indígenas ou terras públicas.

"O que estamos fazendo está dentro do programado. Tem coisas que eu não consegui resolver ainda. Regularização fundiária vocês já me viram falar aqui 500 vezes e eu não consegui avançar. Já falei, é minha responsabilidade e eu tenho que dar um jeito nisso aí", acrescentou.

Ibama

Segundo a publicação, Mourão também comentou sobre a necessidade de aumento efetivo do Ibama . Ele mencionou que o assunto é de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente , que deve negociar com a área econômica do governo. Apesar disso, ressaltou que uma alternativa pode ser a contratação de agentes temporários.

"Isso é responsabilidade do Meio Ambiente, que tem de discutir com a Economia. Economia está vivendo as dificuldades relativas à questão fiscal, nós não temos nem Orçamento, então vamos ver como é que a gente resolve. A solução paliativa é contratação de gente temporária", disse.

Na mesma conversa, Mourão ainda comentou que o ministro Ricardo Salles foi convidado para a divulgação dos dados do Inpe nesta segunda-feira, mas não conseguiu comparecer por ter sido "de última hora".

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