Tartarugas-marinhas mortas no México
Reprodução/Twitter PROFERA
Tartarugas-marinhas mortas no México


Ameaçadas pelas grandes quantidades de plástico despejadas no oceano, as tartarugas-marinhas não conseguem prever o perigo e, normalmente, nadam em direção a ele. Segundo novo estudo, publicado nesta segunda-feira (9), na revista Current Biology, as tartarugas sentem uma atração mortal pelo cheiro do plástico que já está há algum tempo em alto mar.

Quando algum material feito de plástico permanece no oceano por determinado período, ele passa pelo o que é chamado de processo de “bioincrustração”. Isso quer dizer que sua superfície passa a reter micróbios, algas, plantas e pequenos animais.

De acordo com os cientistas, as tartarugas  associam esse odor a comida, e por isso acabam ingerindo o material, o que muitas vezes acaba em morte.

“Descobrimos que  tartarugas-marinhas  cabeçudas respondem aos odores de plásticos bioincrustados  da mesma forma que respondem aos odores de comida, sugerindo que tartarugas talvez sintam-se atraídas por detritos de plástico não apenas pela aparência, mas também pelo cheiro. Essa ‘armadilha olfativa’ pode ajudar a explicar por que as tartarugas ingerem e ficam emaranhadas em plástico com tanta frequência”, explica Joseph Pfaller, da Universidade da Flórida.

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Até então, a teoria era de que as tartarugas-marinhas têm o hábito de ingerir plástico em razão de uma confusão visual. Elas veem uma sacola, por exemplo, e tentam comê-la pela semelhança com uma água viva.  Agora, sabe-se da influência do olfato.

Durante o experimento, os cientistas espalharam um série de cheiros pelo ar, por meio de um cano, e gravaram as reações dos animais. Com isso, descobriram que as tartarugas responderam ao plástico bioincrustado da mesma maneira que responderam à comida. Os cheiros de água deionizada e plástico limpo não causaram esse efeito.

“O problema do plástico no oceano é mais complexo do que as sacolas plásticas que parecem água-viva ou redes irregulares presa ao nariz de uma tartaruga. São peças importantes e preocupantes”, afirma Pfaller.

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