Inverno na Rússia teve temperaturas mais altas do que o normal
The Moscow Times/Travel Man
Inverno na Rússia teve temperaturas mais altas do que o normal


O atual inverno da Europa foi o mais quente já registrado, segundo anúncio feito por cientistas, que constataram um aumento na média de temperatura, no período entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, em relação aos números da estação em outros anos. Os resultados geram preocupação e evidenciam os impactos das mudanças climáticas.

O continente tem índices oficiais de temperatura desde 1855, quando o Serviço de Mudança Climática Copernicus (C 3S) começou a coletar dados. A temperatura do inverno atual superou em 1,4°C o recorde anterior, registrado entre 2015 e 2016.

Quando a comparação é feita com a média de 1981a 2010, o aumento é de 3,4°C. Em Helsinque, na Finlândia, a temperatura em janeiro e fevereiro foi de 6°C acima da média desse mesmo período.

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“Embora esse inverno tenha sido um evento verdadeiramente extremo por si só, é provável que esses tipos de eventos tenham sido ainda mais extremos por causa do aquecimento global. Ver um inverno tão quente é desconcertante, mas não representa uma tendência climática como tal. As temperaturas sazonais, especialmente fora dos trópicos, variam significativamente de ano para ano”, explicou Carlo Buontempo, diretor do C3S, em entrevista ao The Guardian.

Impacto

As altas temperaturas causaram impactos negativos em toda a Europa. Em países como Suécia e Rússia, por exemplo, autoridades chegaram a importar neve para não “perder o clima de Natal” e para manter a realização de eventos esportivos.

Na França, a colheita do ice-wine, vinho produzido a partir de uvas congeladas, foi prejudicada. Além disso, considera-se a possibilidade de que as inundações que atingiram o Reino Unido também tenham relação com as temperaturas mais altas.

No mundo todo

A tendência de aquecimento não vem se comprovando apenas na Europa. Recentemente, foi registrada temperatura acima de 20°C na Antártida, pela primeira vez na história. Enquanto isso, a Austrália sofreu por sete meses com incêndios florestais e teve o segundo verão mais quente da história.

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