Equipes trabalham nas buscas por vítimas do rompimento de barragem em Brumadinho
Divulgação/Prefeitura de Brumadinho
Equipes trabalham nas buscas por vítimas do rompimento de barragem em Brumadinho

A barragem da Mina Córrego do Feijão que se rompeu no começo do ano, em Brumadinho , deixando 254 mortos e 16 desaparecidos operou sob "fontes de incertezas" por 40 anos, mostram laudos da perícia criminal da Polícia Federal . No relatório mais extenso dos cinco obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo , a PF diz a barragem ficou nessas condições entre os anos de 1976 e 2016.

Os documentos ainda dizem que valores de probabilidades de falhas registrados em relatório técnico elaborado em 2017 deveriam ter sido considerados ‘inaceitáveis’ tendo em vista critérios internacionais.

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O estudo quantificou as probabilidades para quatro possibilidades de falha da Barragem I. Segundo os dados desse estudo, sobre Valoração das Consequências, estimava uma ‘perda de até 214 vidas humanas no pior cenário de rompimento da Barragem I, sem aviso prévio’.

Para os peritos, essas conclusões deveriam ter sido consideradas tecnicamente "inaceitáveis" quando confrontados com os critérios internacionais.

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Os documentos registram os danos causados à vegetação da região, à perda de habitat e a mortandade de animais, danos à cadeia alimentar da região e ao meio ambiente.

Quanto à poluição, os peritos federais registram que os exames realizados na área de deposição  dos rejeitos demonstraram que em muitos pontos as concentrações de metais e semi-metais ultrapassam valores de prevenção e de investigação.

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