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Delta Tankers, responsável pelo navio Bouboulina, ressaltou que ainda não foi procurada pelo governo brasileiro: "temos todos os dados e documentos"

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Reprodução
Navio grego Boubolina foi encontrado em um porto da Nigéria, no continente africano

Apontado como o principal suspeito na investigação sobre o derramamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste do Brasil, o navio Bouboulina segue no meio da polêmica. Desta vez, a empresa responsável pela embarcação, a Delta Tankers, divulgou comunicado ressaltando que mantém seu posicionamento: tem dados e documentos que comprovam sua inocência no caso.

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Em nota divulgada nesta segunda-feira (4), a empresa proprietária do navio reiterou que não foi procurada por ninguém da Polícia Federal e que o Ministério de Assuntos Marinhos da Grécia também não foi notificado por qualquer autoridade brasileira para que tais provas fossem. 

"Suposto envolvimento é prejudicial à reputação e aos negócios de uma importante companhia de navegação que opera globalmente. Agora, a empresa está discutindo com assessores jurídicos sobre como devem se dirigir às autoridades brasileiras", afirma a nota.

No último final de semana, a Delta já havia refutado a acusação feita pela Polícia Federal de que seria a principal suspeita. Na mensagem, a empresa dizia que fez uma investigação completa no navio e que não encontrou qualquer evidência de que o óleo que carregava tenha sido derramado.

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"Tal análise será compartilhada de boa vontade com as autoridades brasileiras caso elas entrem em contato conosco, algo que ainda não aconteceu. Como reportamos anteriormente, o navio não fez qualquer parada entre o porto de Melaka, na Malásia, até a Venezuela, onde descarregou todo o conteúdo da carga que transportava", finalizou a empresa.