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Fotos permitiram à polícia e à Marinha definirem o momento provável do crime; com os arquivos, PF descobriu navio suspeito do derramamento

Foto de satélite da mancha no mar arrow-options
HEX Tecnologia Geoespacial
Relatório enviado á Polícia Federal tem 803 imagens

Imagens de satélite analisadas pela empresa de tecnologia geoespacial que auxiliou nas investigações do óleo que atingiu as praias do Nordeste indicam que a mancha original de petróleo no mar tinha 200 quilômetros de extensão. O relatório, elaborado pela empresa HEX foi entregue à Polícia Federal e tem 803 imagens produzidas no local com data e horário.

Os arquivos também foram enviados à polícia e, depois, à Marinha, que identificaram a primeira mancha do óleo derramado e estabelecer o momento provável do crime.

O levantamento foi feito pela empresa por conta própria e depois ela repassou as informações para Polícia Federal, o que permitiu a identificação do navio grego como principal suspeito pelo derramamento de óleo.

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Segundo o diretor-presidente da HEX, Leonardo Barros, ele sabia que uma eventual descoberta podia projetar a imagem da empresa, mas que o empreteitada também tinha riscos. "Foi sim um investimento pesado, mas um investimento de risco. Em situações como esta, você tem um terço de chance de procurar e não achar nada, procurar e achar coisa errada e um terço de chance de acertar", disse Barros.

Nesta sexta-feira (1º), a Polícia Federal informou que o navio de origem grega Bouboulina , de propriedade da empresa Delta Tankers LTD , é o responsável pelo petróleo vazado que contamina a costa do Nordeste. Ele também estaria ancorado em um porto na Nigéria .