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Expedição "reencontrou" três espécies supostamente extintas e registrou ao menos outras 22 que nunca haviam sido documentadas na região antes

Planeta

Cobra-coral falsa da árvore
Reprodução/ Trond Larsen
Falsa cobra-coral da árvore não era vista na região desde 1965

Uma recente expedição do Programa de Avaliação Rápida (RAP) da Conservação Internacional e do Governo de Honduras se dirigiu para uma área da densa e quase inexplorada floresta tropical de La Mosquitia, em Honduras. Lá, encontrou um tesouro de biodiversidade em meio às ruínas do que se acredita ser a lendária “Cidade Perdida do Deus Macaco”, também conhecida como “Cidade Branca” – embora alguns historiadores ainda questionem isso.

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Independentemente do debate arqueológico, conforme detalhado em um relatório divulgado esta semana , a avaliação biológica documentou 246 espécies de borboletas e mariposas, 198 espécies de aves, 57 de anfíbios e répteis, 40 de pequenos mamíferos, 30 de grandes mamíferos – como pumas, jaguatiricas e jaguarés – 13 peixes e 183 espécies de plantas, 14 delas ameaçadas e duas em risco de extinção, além de insetos e roedores.

Borboleta
Reprodução/Trond Larsen
Morpho helenor Morpho foi uma das 246 espécies de borboletas e mariposas documentadas pela RAP

O mais surpreendente é que pelo menos 22 dessas espécies nunca haviam sido registradas em Honduras antes e a equipe ainda “redescobriu” três espécies supostamente extintas : o morcego-pálido, que não era visto havia mais de 75 anos no país; a falsa cobra coral da árvore, que tinha sido registrada pela última vez em 1965 em Honduras; e um tipo de besouro-tigre (Odontochila nicaraguense), que, por se acreditar ser endêmico da Nicarágua, achava-se que estava totalmente extinto.

Morcego
Reprodução/Trond Larsen
Morcego-pálido não era visto havia mais de 75 anos no país

Por ser uma das florestas tropicais mais virgens da América Central, durante as três semanas da expedição, realizada ainda em 2017, a equipe da RAP foi acompanhada por guardas armados. A proteção se devia ao medo de predadores selvagens, como onças e onças-pardas, mas também porque a área é conhecida por ser usada por narcotraficantes.

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As novas descobertas serviu de estímulo extra para o presidente Juan Orlando Hernández dar início à Fundação Kaha Kamasa, com o intuito de promover pesquisas científicas e ajudar o governo a desenvolver estratégias de proteção ao valor excepcional de conservação dessa região de Honduras .

Mutuns
Reprodução/Instituto Hondurenho de Conservação Florestal
Embora escassos no país, Mutuns foram encontrados em grande quantidade pela expedição