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Foram coletados mais de quatro mil dados e amostras ao longo de 250 km do rio Paraopeba para analisar impactos do rompimento da barragem da Vale

rio Parapeba
Divulgação/Semad
Mais de quatro mil dados e amostras foram coletados em cerca de 250 quilômetros de rios e lagos

Entre os dias 9 e 16 de maio, foi realizada uma expedição de campo para avaliar a extensão da área, ao longo dos rios Paraopeba e São Francisco, por onde se espalharam os rejeitos da Barragem 1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Os especialistas concluíram que os rejeitos ainda não atingiram o rio São Francisco.

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Mais de quatro mil dados e amostras foram coletados ao longo de aproximadamente 250 quilômetros de rios e lagos, desde Brumadinho até os reservatórios de Retiro Baixo e Três Marias, por onde passa o rio São Francisco . Segundo o governo de Minas Gerais, com os resultados obtidos, "não há  evidências de que os rejeitos minerários oriundos do rompimento da barragem tenham atingido o lago de Três Marias e o rio São Francisco".

Nos oito dias de trabalho de campo, os pesquisadores usaram três aeronaves tripuladas, duas aeronaves remotamente pilotadas (drones), seis embarcações, 11 veículos terrestres, sensores espectrais, radiômetros e dois laboratórios de campanha para coletar os dados.

Além disso, a expedição contou com uma equipe de mais de 30 profissionais, entre pesquisadores, peritos criminais, analistas ambientais e técnicos de órgãos públicos e consultorias.

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O governo estadual garantiu que o ecossistema da região está sendo monitorado. "Os órgãos ambientais envolvidos no monitoramento do desastre ressaltam, mais uma vez, que permanecem vigilantes no acompanhamento da dispersão dos rejeitos no rio Paraopeba ".  Também assegurou que "a população será imediatamente informada, por meio de comunicados oficiais e da imprensa, sobre qualquer alteração relevante no cenário de poluição decorrente do desastre".

A barragem 1 da Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu em 25 de janeiro deste ano . Desde então, a população vem sofrendo os impactos humanos e ecológicos da tragédia e há receio que de os rejeitos possam se espalhar e atingir o rio São Francisco , um dos mais importantes do Brasil.