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Reprodução/BBC News
As fotos da teia de aranha gigante foram feitas por Giannis Giannakopoulos e reproduzidas em jornais internacionais

Uma praia na cidade de Aitoliko, no oeste da Grécia, se transformou no pior pesadelo para qualquer um que tenha medo de aranhas. Afinal, se você fosse um aracnofóbico, qual seria a sua reação ao encontrar mais de 300 metros de teia de aranha cobrindo toda a vegetação de uma praia?

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Foi exatamente isso o que o fotógrafo Giannis Giannakopoulos encontrou e fotografou ainda nesse mês de setembro. As imagens registradas da teia de aranha  feitas por ele acabaram viralizando nas redes sociais – e chocou muita gente.

A gigantesca teia foi construída por aranhas do gênero Tetragnatha . Elas possuem o corpo mais alongado do que outras e têm uma característica muito específica: por serem extremamente leves e pequenas, conseguem correr mais rápido sobre a água do que podem fazer sobre o solo.

Especialista explica sobre a teia de aranha gigante

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Reprodução/BBC News
A teia de aranha gigante está sendo considerada como uma das maiores já encontradas no mundo

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Esses aracnídeos podem assustar muito por sua capacidade de construir teias, contudo, elas não representam perigo algum para os seres humanos. “Tais aranhas não são venenosas para os humanos e não vão causar nenhum problema”, assegurou Maria Chatzaki, bióloga molecular, para alguns veículos de imprensa da Grécia .

Ela ainda explicou que a criação de centenas de metros de teias não é algo exatamente corriqueiro para as espécies, mas uma situação que pode acontecer durante os períodos de acasalamento dos indivíduos.

Somado a essa questão, o grande crescimento na população de mosquitos no local aumentou a oferta de alimento para as Tetragnathas , gerando uma explosão populacional de aracnídeos e a consequente multiplicação das redes na areia.

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“As aranhas estão se beneficiando dessas condições e fazendo a festa. Elas acasalam, se reproduzem e criam toda uma nova geração”. Chatzaki lembrou que o mesmo fenômeno foi visto na área no ano de 2003, quando, logo em seguida, os animais morreram e, como consequência, a teia de aranha  se degradara naturalmente, sem afetar a vegetação local.

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