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ONG identificou mais de 90 elefantes mortos em área segura onde caça furtiva é proibida em Botsuana

Membros de uma ONG ambientalista descobriram mais de 90 carcaças de elefantes em Botsuana nos últimos dois meses, alertando autoridades sobre o aumento da caça furtiva em um país tradicionalmente conhecido como o refúgio desses gigantes. Segundo a "Elefantes Sem Fronteiras", os animais foram mutilados antes de serem mortos.

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A National Geographic informou que os caçadores furtivos estão atacando elefantes machos com mais de 35 anos, matando-os perto de locais úmidos e cortando suas presas. O fundador da instituição e biólogo, Mike Chase, afirmou que a equipe também encontrou carcaças de rinocerontes durante uma ronda aérea. 

“A escala da caça furtiva é de longe a maior que já vi na África até hoje. Todas as vezes em que saímos para averiguar as áreas onde os animais costumam ficar, encontramos vários mortos", ressaltou Chase por meio de um comunicado.

A ONG detalhou ainda que os restos mortais foram encontrados como parte de um recenseamento aéreo dos paquidermes, que começou em meados de julho em Botsuana. Os agentes do projeto acrescentaram que, há muito tempo, o país é um dos últimos locais seguros para mais de um terço dos elefantes africanos restante, cerca de 130 mil animais preservados graças às medidas de proteção ambiental rigorosas.

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Aumento de caça furtiva e do valor do marfim dos elefantes africanos

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Caçadores estão atacando elefantes machos com mais de 35 anos, cortando presas e matando-os

Chase acrescentou que os animais mortos possuíam as presas de marfim pesadas, o que potencializa o seu preço no mercado ilegal . "Uma ordem foi implementada acerca das presas do elefante e do valor. Animais desse grupo com presas grandes já estão em falta na África, os caçadores estão matando todos eles. Acreditamos que a captura esteja ocorrendo quando eles saem para beber água em ‘bacias’ sazonais”.

O Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botsuana divulgou nesta quarta-feira (5) uma declaração dizendo que as alegações feitas pela Elefantes Sem Fronteiras são “enganosas, já que ‘apenas’ 53 animais foram mortos, sendo que muitos delesfaleceram por causas naturais”.

O governo também tentou distanciar o massacre contra os animais da decisão de desarmar sua força anti-caça ilegal no início deste ano, o que para o fundador da ONG contribuiu para o aumento da caça furtiva nos últimos meses.  A equipe já operou com autoridades para atirar em caçadores, havendo pelo menos 52 mortes humanas.

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"Países vizinhos tiveram a população de elefantes drasticamente reduzida. Não importa a numeração, se um elefante morre, já é o bastante para nos mobilizarmos. Devemos garantir que esse período sombrio para a preservação de animais não se torne ainda pior e com mais perdas”, concluiu.

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