Dragão azul raro e venenoso surge em praia e alerta é acionado
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Dragão azul raro e venenoso surge em praia e alerta é acionado

Banhos de mar foram suspensos em diferentes pontos da Espanha após o aparecimento do dragão  azul (Glaucus atlanticus), uma espécie rara de molusco marinho conhecida por sua aparência exótica e capacidade de provocar leves irritações na pele. As informações são do El Pais.

O caso mais recente ocorreu na última quarta-feira (24) em Guardamar del Segura, na província de Alicante, quando banhistas encontraram dois exemplares na praia de Vivers. A prefeitura determinou o fechamento do balneário até o dia seguinte, por precaução. Situação semelhante ocorreu nas praias de Santa Bárbara, em La Línea de la Concepción (Cádiz), e nas praias da Garita e Famara, em Lanzarote.

Apesar de medir no máximo quatro centímetros, o animal pode causar ardência e coceira em quem o toca.

“São lesões leves e raras, nada comparável à carabela-portuguesa, de que o dragão azul se alimenta”, explicou ao jornal Juan Lucas Cervera, professor de Biologia da Universidade de Cádiz e especialista em lesmas marinhas.

O prefeito de Guardamar, José Luis Sáez, disse que a medida foi tomada quando já se aproximava o fim do expediente dos salva-vidas, por não haver certeza sobre a presença de outros exemplares.

“Sempre pode haver algum usuário que tenha reação grave, mas foi um episódio pontual, que acabou como uma anedota de verão” , declarou.

A espécie, geralmente encontrada nos oceanos Atlântico e Pacífico, é incomum no Mediterrâneo. Avistamentos recentes, como em Valência, Maiorca e Cádiz, têm chamado a atenção de cientistas. O último registro oficial nas Baleares datava de 1916.

Segundo Cervera, o fechamento de praias por poucos indivíduos pode ser um exagero, já que não há evidência científica de grande risco. O pesquisador destaca, porém, que o dragão azul retém células urticantes da carabela-portuguesa como forma de defesa.


A presença desses animais no Mediterrâneo pode estar relacionada ao aumento da temperatura da água, que em junho ultrapassou os 28 °C, segundo dados meteorológicos. Para os especialistas, monitorar os avistamentos é fundamental:

“Seria interessante que as pessoas fotografassem os exemplares e enviassem às universidades para criar um registro científico” , sugeriu Cervera.

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