Trio vencedor do Nobel de Física
Divulgação/Prêmio Nobel de Física. Ilustração: Niklas Elmehed
Trio vencedor do Nobel de Física

O franco-americano Pierre Agostini, o austro-húngaro Ferenc Krausz e a franco-sueca Anne L'Huillier foram laureados nesta terça-feira (3) com o Prêmio Nobel de Física em 2023.

Segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, responsável pela escolha dos vencedores, o trio foi premiado por conta de "métodos experimentais que geram pulsos de luz de atossegundos [unidade de tempo que representa um bilionésimo de um bilionésimo de segundo] para o estudo das dinâmicas do elétron [partícula de carga negativa em um átomo] na matéria".

De acordo com a instituição, as pesquisas de Agostini, Krausz e L'Huillier "deram à humanidade novas ferramentas para explorar o mundo dos elétrons dentro de átomos e moléculas" e demonstraram "uma forma de criar pulsos de luz extremamente curtos e que podem ser usados para medir os rápidos processos nos quais os elétrons se movem ou mudam a energia".

Em 1987, L'Huillier, pesquisadora da Universidade de Lund, na Suécia, descobriu que muitos tons diferentes de luz surgiam quando ela transmitia um laser infravermelho através de um gás nobre. Cada um desses tons dá aos elétrons energia extra, que é emitida como luz, fenômeno que estabeleceu as bases para avanços subsequentes.

Já em 2001, Agostini, da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, conseguiu produzir e investigar uma série de pulsos luminosos consecutivos, cada um deles com 250 atossegundos. Ao mesmo tempo, Krausz, do Instituto Max Planck de Ótica Quântica e da Universidade Ludwig Maximilians de Munique, na Alemanha, trabalhava em um experimento que permitia isolar um único pulso de luz com 650 atossegundos.

"Agora podemos abrir a porta para o mundo dos elétrons. A física dos atossegundos nos dá a oportunidade de compreender os mecanismos governados pelos elétrons. O próximo passo será utilizá-los", disse Eva Olsson, presidente do Comitê do Nobel de Física.

Essas técnicas podem ser usadas potencialmente para controlar como os elétrons funcionam em determinado material ou para identificar diferentes moléculas para tratamentos médicos. Os três laureados dividirão igualmente um prêmio de 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 5 milhões. 

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