Fósseis humanos da África têm 1 milhão de anos a mais do que se pensava
Divulgação/Universidade de Witwatersrand
Fósseis humanos da África têm 1 milhão de anos a mais do que se pensava


Um estudo conduzido por pesquisadores de universisades da África do Sul, França e dos Estados Unidos revelou que fósseis humanos encontrados em cavernas da África são 1 milhão de anos mais antigos do que se pensava. Com essa descoberta, esse torna-se o fóssil de Australopithecus mais antigo já encontrado na história.

A marca anterior pertencia a Lucy, que viveu há 3,2 milhões de anos e foi encontrada em 1970 na Etiópia. Os nossos ancestrais encontrados em 1947 na caverna sul-africana de Sterkfontein, viveram entre 3,4 e 3,7 milhões de anos atrás.

Os resultados da pesquisa foram divulgados em um artigo  publicado na revista científica PNAS, no dia 27 de junho.

Anteriormente, os cientistas tinham confirmado que Mrs. Ples, também conhecido como "Membro 4", havia vivido há 2,6 milhões de anos. Contudo, ao utilizarem novas técnicas para datar os sedimentos descobertos nas cavernas da África do Sul, eles chegaram à conclusão de que os fósseis do gênero  Australopithecus eram cerca de 1 milhão de anos mais antigo.

“As novas idades variam de 3,4 a 3,6 milhões de anos para o Membro 4, indicando que os hominídeos de Sterkfontein eram contemporâneos de outras espécies primitivas de Australopithecus , como Australopithecus afarensis , no leste da África”, afirmou o professor Dominic Stratford, um dos autores do artigo, em comunicado divulgado pela Universidade de Witwatersrand.


De acordo com Stratford, a reavaliação na idade dos fósseis encontrados em Sterkfontein altera a linha do tempo da humanidade e, além disso, tem importantes implicações para o papel da África do Sul na evolução dos hominídeos. 

"Hominídeos mais jovens, incluindo Paranthropus e nosso gênero Homo , aparecem entre cerca de 2,8 e 2 milhões de anos atrás. Com base em datas sugeridas anteriormente, as espécies de Australopithecus da África do Sul eram muito jovens para serem seus ancestrais, por isso considera-se mais provável que o Homo e o Paranthropus tenham evoluído na África Oriental”, ressalta. 

Para Darryl Granger, docente da Universidade de Purdue, nos EUA, e outro autor do estudo, as descobretas anunciadas abrirão espaço para mais debates sobre nossos ancestrais sul-africanos.

“A datação dos preenchimentos de  Australopithecus  nas Cavernas de Sterkfontein sem dúvida reacenderá o debate sobre as diversas características do  Australopithecus , e se poderia ter havido ancestrais sul-africanos de hominídeos posteriores.”

“Sterkfontein tem mais fósseis de Australopithecus do que em qualquer outro lugar do mundo”, completa Granger, enfatizando que essas cavernas localizadas na África do Sul são consideradas o "berço da humanidade".

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