Tamanho do texto

Novo estudo mostra que explosão foi maciça, mas que extinção da vida no planeta foi causada pelo congelamento da atmosfera após o impacto

asteoride arrow-options
Divulgação/Nasa
Efeitos pós-colisão foram mais devastadores para a vida terrestre do que a explosão em si

Cientistas descobriram novas evidências sobre o real tamanho do impacto causado pelo asteroide que dizimou os dinossauros no planeta Terra. Estudos de maciços pedaços de rocha do período apontam que o corpo celeste tinha a força de 10 bilhões das bombas atômicas utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Leia também: "Carlos Bolsonaro é a pessoa que puxa o governo para o desastre", diz Kataguiri

O impacto do asteroide no solo gerou um 'inferno' na Terra, dando início a diversos focos de incêndio, tsunamis e jogando na atmosfera uma quantidade de detritos suficiente para encobrir o brilho do sol, o que fez com que a temperatura no planeta fosse reduzida drásticamente após o aumento causado pelo fogo.

"Ele fritou e depois congelou toda a vida existente na Terra . Nem todos os dinossauros morreram exatamente no momento do impacto, mas acabaram não resistindo aos efeitos dessa explosão ", revela Sean Gulick, professor do Instituto de Geofísica da Universidade do Texas, em entrevista à rede norte-americana ABC.

As novas revelações foram divulgadas na última segunda-feira (9) em um estudo publicado no PNAS (Proceedings os the National Academy of Sciences), importante jornal do meio científico. O trabalho, escrito por cerca de 24 renomados cientistas da área, analisou diversos tipos de rochas da cratera causada pelo impacto do asteroide no Golfo do México .

Asteroide arrow-options
Reprodução/Nasa
Novos dados apontam que asteroide tinha força suficiente para destruir vida no planeta em um raio considerável

"Foi uma sequência de eventos que conseguimos recuperar desde o ponto zero. Isso nos mostrou os processos do impacto e as consequências dele da perspectiva de uma testemunha", acrescentou Gulick.

Leia também: Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, é internado em Brasília

Um dos grandes achados da pesquisa foi a confirmação de que não havia ácido sulfúrico no local de impacto do asteroide, mas que as rochas ao redor eram ricas deste tipo de material químico. Este ponto comprova a teoria de que a colisão fez com que este ácido se desprendesse e fosse lançado na atmosfera, causando o congelamento do planeta.

"Apesar da explosão causada pelo asteroide ter sido massiva e responsável por boa parte das mortes, o que realmente causou a grande dizimação da vida na Terra foi a atmosfera do planeta, que ficou completamente modificada após a colisão. Só uma grande alteração como essa poderia causar uma extinção planetária como a vivenciada por aqui", finalizou Gulick.