undefined
shutterstock
Os pacientes paraplégicos tiveram dispositivos implantados em suas colunas e fizeram fisioterapia

Um pequeno grupo de paraplégicos conseguiu voltar a andar após um tratamento revolucionário. Segundo informações do The Guardian , o experimento faz parte de uma pesquisa sobre a implantação de um dispositivo elétrico que estimula a medula espinhal.

Leia também: Vício em cocaína poderá ser curado com terapia genética, revelam cientistas

Dois grupos distintos de cientistas anunciaram recentemente que, dos cinco pacientes do ensaio, três voltaram a andar com a ajuda da fisioterapia. Os paraplégicos  em questão tinham perdido todos os movimentos voluntários em acidentes.

“É incrível poder estar lá e realmente vê-los dando os primeiros passos”, declarou Claudia Angeli, coautora de um dos estudos e pesquisadora do Centro de Pesquisa de Lesões na Medula Espinhal de Kentucky da Universidade de Louisville. “É um momento emocional para os indivíduos porque eles tinham ouvido que nunca mais voltariam a andar”.

Angeli e o colegas cientistas publicaram na revista científica New England Journal of Medicine que 16 eletrodos foram implantados nas costas de quatro pacientes. Todos eles ficaram paraplégicos após acidentes de mountain bike ou de trânsito.

Inicialmente, o dispositivo tinha como objetivo controlar a dor no lugar onde fosse inserido. Nos testes atuais, ele é implantado abaixo da lesão e cobre regiões que enviam sinais senso motores para as pernas, enquanto uma bateria colocada na parede abdominal controla a frequência, intensidade e duração da estimulação.

A abordagem é chamada de estimulação epidural e trabalha com o princípio de que ainda há alguns pequenos sinais enviados pelo cérebro que passam pelo local da lesão na medula. “Sabemos que a espinha tem a capacidade de organizar atividades motoras muito detalhadas”, explica Angeli. “Mas, antes da lesão, ela estava recebendo comandos do cérebro e do ambiente também”.

O machucado, contudo, acaba com esse mecanismo. “A medula espinhal fica isolada, potencialmente recebe informações do ambiente, mas está perdendo seu principal ‘motorista’, que é o cérebro”, completou.

Leia também: Aquecimento global deixará milhões com deficiência de nutrientes, diz estudo

Resultado do estudo com paraplégicos

undefined
shutterstock
Os pacientes paraplégicos tiveram dispositivos implantados em suas colunas e fizeram fisioterapia

De quatro pacientes, todos perderam o controle motor, mas dois ainda sentiam algo na região da lesão. Após a implantação do dispositivo e as sessões de fisioterapia, esses dois conseguiram andar sem ajuda. Kelly Thomas, por exemplo, fez 81 sessões de estimulação ao longo de 15 semanas.

Por outro lado, Jeff Marquis conseguiu andar 90 metros, sem ajuda, depois de 278 sessões em 15 semanas. Com 23 anos, ele disse que “ser um participante desse estudo realmente mudou a minha vida, me deu a esperança que eu não tive após o acidente de carro”.

Leia também: Espaçonaves japonesas aterrissam em asteroide pela primeira vez na história

Os outros dois paraplégicos conseguiram se sentar e levantar de maneira independente, e um deles deu alguns passos na barra de locomoção.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários