Tamanho do texto

Galáxia starburst COSMOS-AzTEC-1 é mais antiga que a Via Láctea e produz estrelas rapidamente devido à descentralização de nuvens de gás

Astrônomos usaram telescópio ALMA, localizado no Chile e conseguiram registrar imagem detalhada de galáxia starburst
Reprodução/Observatório Nacional Astronômico do Japão
Astrônomos usaram telescópio ALMA, localizado no Chile e conseguiram registrar imagem detalhada de galáxia starburst

Astrônomos japoneses, mexicanos e norte-americanos capturaram imagem detalhada de uma galáxia do tipo " starburst" , caracterizada por ter um ritmo mais intenso de criação de estrelas do que as típicas e espirais. Segundo informações do Daily Mail , a COSMOS-AzTEC-1 está a 12,4 bilhões de anos-luz do planeta Terra e é mais antiga do que a Via Láctea.

Leia também: Nasa anuncia nova missão para a Lua e produção de estação lunar fixa até 2024

Estudo publicado na revista científica Nature  mostrou que essa  galáxia starburst não se trata de uma descoberta recente. Porém, agora, os pesquisadores conseguiram registrá-la com uma resolução dez vezes maior do que nas anteriores, revelando estruturas e aspectos até então eram desconhecidos por eles.

A imagem foi realizada por estudiosos da Universidade de Massachusetts Amherst e do Observatório Astronômico Nacional do Japão, por meio do telescópio ALMA, evidenciando as nuvens de moléculas dentro da starburst , que geram grandes quantidades de gás e aceleram o desenvolvimento das estrelas.

Registro de galáxia mostra distribuição e movimentação de gás

Galáxia starburst  COSMOS-AzTEC-1 é maior do que a Via Láctea e está a 12,4 bilhões de anos-luz do planeta Terra
Reprodução/Agência Espacial Europeia
Galáxia starburst COSMOS-AzTEC-1 é maior do que a Via Láctea e está a 12,4 bilhões de anos-luz do planeta Terra

Ken-ichi Tadaki, autor do estudo e pesquisador do Observatório Astronômico Nacional do Japão, explicou que há duas grandes nuvens distintas a milhares de anos-luz de distância do centro da COSMOS-AzTEC-1, o que não ocorre com galáxias distantes que ativamente formam estrelas no centro.

Leia também: Eclipse parcial do sol é visualizado no hemisfério norte; veja imagens

Os astrônomos descobriram que essas nuvens são muito instáveis, o que é incomum. Em uma galáxia normal, por exemplo, a gravidade  'empurrada' para dentro e a pressão 'empurrada' para fora são equilibradas nas nuvens de gás. Com isso, quando a gravidade supera essa pressão, a nuvem entra em colapso e forma estrelas em um ritmo descontrolado.

Em relação às estrelas e explosões de supernova no final do ciclo de vida, os gases são expelidos, o que aumenta a pressão para fora da galáxia, recuperando o equilíbrio e assegurando que as estrelas se formem em um ritmo moderado.

Na AzTEC-1, a pressão é muito mais fraca do que a gravidade e, por isso, há dificuldade em atingir o equilíbrio e controlar a alta produção de estralas. Os cientistas estipularam que em aproximadamente 100 milhões de anos a galáxia consumirá todo o seu gás, tempo dez vezes mais rápido que as demais.

Eles acrescentaram que ainda não há certeza do que está desestabilizando o gás desse sistema gravitacional, mas acreditam que pode ser o resultado de uma colisão com outra galáxia, ou seja, uma fusão que está transportando o gás para uma pequena área e inflamando o processo de formação estelar. 

Leia também: Telescópio Kepler acorda após hibernar por um mês e "telefona" para a Terra

"Atualmente, não temos evidências de fusão nessa galáxia starburst . Porém, continuaremos analisando os dados e usando o ALMA para descobrirmos a relação entre a fusão e as galáxias que produzem estrelas descontroladamente”, concluiu Tadaki.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.