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Análises do DNA do esqueleto mostraram que Ata era descendente de chilenos, e que veio a falecer no período gestacional, há mais de 40 anos

Cientistas americanos descobrem que 'Ata, a alien' é um feto humano que morreu durante gestação há mais de 40 anos
Reprodução/Universidade da Califórnia
Cientistas americanos descobrem que 'Ata, a alien' é um feto humano que morreu durante gestação há mais de 40 anos

Um esqueleto encontrado no Deserto do Atacama, no Chile, em 2003, deixou pesquisadores de diferentes universidades intrigados por apresentar características consideradas “não humanas”. Entretanto, após 15 anos de intensas pesquisas, parece que o mistério acerca de Ata, a ‘alien’, foi desvendado, e pode frustrar aqueles que estimam resquícios de vida alienígena.

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De acordo com o The Guardian , a análise genética publicada na quinta-feira (22) na revista cientifica Genome Research apontou que a ‘ alien ’ batizada de Ata é, na verdade, um feto humano que sofreu diversas alterações genéticas, o que para a equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, explica sua estrutura óssea de 15 centímetros de comprimento, e o crânio alongado e deformado. 

Ata e descobertas recentes

Por meio das análises do DNA retirado do esqueleto, os estudiosos descobriram que Ata mantinha-se preservada devido às condições climáticas do Deserto do Atacama, além de ser do sexo feminino, e descendente de chilenos. Segundo a análise, a potencial humanoide veio a falecer ainda no período gestacional, há mais de 40 anos.

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O tamanho e as diferenças ósseas notadas pelo grupo, como 10 pares de costelas ao invés de 12 pares, como encontrados em humanos, afetaram o esqueleto, que envelheceu antes do previsto, com evidentes malformações físicas.

Vale mencionar que em 2013, um estudo realizado pelo professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Stanford, Gary Nolan, trouxe a possibilidade de Ata ter morrido com seis e oito anos de vida.

Para Nolan, o estudo recente foi extremamente esclarecedor, uma vez que identificou-se uma combinação de mutações genéticas nunca antes detectadas em humanos, juntamente a uma nova especulação de que o esqueleto tenha sofrido uma condição rara conhecida como hérnia diafragmática congênita, na qual o diafragma não se desenvolve adequadamente. 

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“Ata, a alien, se tornou um ícone de histórias e conspirações alienígenas, quando realmente era um trágico acontecimento com um humano: uma mulher teve um bebê malformado, o preservou e o vendeu como um artefato estranh o. No final das contas, aprendemos muito e esperamos ajudar pessoas com tudo o que descobrimos com este caso fascinante”, concluiu.