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Os testes feitos na múmia Maria mostraram que ela é humanoide, por conter 23 cromossomos; entretanto, para o estudioso russo Konstantin Korotkov, isso não significa que é humana, devido à sua anatomia totalmente atípica

Cientistas  estudarão a
Reprodução/Youtube
Cientistas estudarão a "múmia extraterrestre" e os demais esqueletos, e estimam desvendar suas origens e genomas

De acordo com um cientista da Universidade Nacional de Pesquisa da Rússia, o esqueleto com três dedos encontrado no Peru em junho do ano passado, conhecido como a “múmia extraterrestre", tem sim grandes chances de "ser um alienígena ".

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Os testes genéticos feitos na “ múmia extraterrestre ”, batizada pelos pesquisadores como "Maria", mostraram que ela é humanoide, já que contém 23 cromossomos. Entretanto, para o professor Konstantin Korotkov, isso não significa que o esqueleto com três dedos e crânio alongado seja humano.

Outros esqueletos encontrados

Maria foi encontrada no Peru junto aos restos de um bebê de aproximadamente nove meses. Além disso, Korotkov conta que, durante as buscas concluídas no ano passado, ele e os colegas de profissão encontraram mais quatro esqueletos, aparentemente masculinos, que viveram há mais de seis mil anos.

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A múmia batizada de Maria foi encontrada no Peru em junho de 2017
Reprodução/Youtube
A múmia batizada de Maria foi encontrada no Peru em junho de 2017

"Cada uma das múmias tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, um par de olhos e uma boca, como todo o ser humano. O tecido tem natureza biológica e as composições químicas indicam que são humanas. O DNA possui 23 pares de cromossomos, tal como nós temos. Todos os quatro são do sexo masculino, cada um com um cromossomo Y. Eles parecem humanos, mas não são. Mesmo com todos os dados sinalizando a humanidade, há um que serve de alerta: as estruturas anatômicas são totalmente diferentes", defende o russo ao Mirror .

A equipe de pesquisadores que vem estudando as múmias afirmou que ainda é cedo para dar informações acerca da origem dos restos encontrados, mas que, ao que tudo indica, Maria morreu no século V, um milênio antes da descoberta da América.

Os cientistas também expuseram que o esqueleto estava coberto com cloreto de cádmio, o que talvez explique sua boa conservação e revele técnicas avançadas usadas por esses povos ainda desconhecidos na América do Sul. 

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Por fim, a equipe ressalta que planeja continuar estudando a “múmia extraterrestre” e os demais esqueletos, e que deseja desvendar suas origens e  genomas em parceria com autoridades peruanas. A equipe de pesquisa de São Petersburgo confirmou o interesse em transferir Maria para centros de pesquisas russos para que as análises sejam concluídas em um período menor de tempo.