undefined
Divulgação
O britânico Stephen Hawking dedicou boa parte de sua vida aos estudos da astronomia, fazendo grande descobertas


O físico Stephen Hawking, um dos maiores cientistas da atualidade, morreu nesta quarta-feira (14) aos 76 anos. O britânico deixou grandes contribuições à ciência – principalmente no ramo da astronomia – ao estudar os mecanismos dos buracos negros e, além disso, o surgimento e funcionamento das galáxias e do nosso universo.

Leia também: Tempestade solar pode atingir planeta Terra nesta quarta; descubra os efeitos

Relembre o legado e principais descobertas científicas de Stephen Hawking , que dialogavam com os trabalhos de Albert Einstein e Isaac Newton e revolucionaram a forma como pensamos a astronomia.

Singularidades gravitacionais

Durante seu doutorado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Hawking trabalhou junto do matemático Roger Penrose para compreender o conceito da chamada “singularidade”, ou seja, de que um massivo objeto poderia entrar em colapso em sua própria gravidade, se transformando em uma partícula de densidade infinita.

De acordo com o The Guardian , sua atração gravitacional seria tão forte que nem mesmo a luz poderia escapar. Assim, Penrose e Hawking aplicaram a ideia de que as singularidades formariam buracos negros para mostrar que a Teoria da Gravidade, de Einstein, previa uma singularidade específica em um passado distante: o Big Bang.

“Radiação Hawking” e o desaparecimento de buracos negros

No final da década de 1970, o físico passou a se dedicar ao estudo dos buracos negros e declarou que eles só poderiam ficar maiores, e nunca diminuírem. A matemática por trás da ideia vem de uma das leis fundamentais da natureza, que diz que a entropia – uma medida de grau de desordem – também só pode aumentar.

Quando foi anunciado, pelo também físico Jacob Bekenstein, que a área de um buraco negro é a medida de sua entropia, a comunidade científica passou a investigar uma nova questão. Até então, acreditava-se que os buracos negros só poderiam absorver matéria, nunca deixando nada “escapar”. Porém, para que tenha entropia, seria necessário que também fosse quente e irradiasse tal calor.

Leia também: Nasa desvenda mistérios sobre o turbulento interior de Júpiter e seus 'ciclones'

undefined
shutterstock
Stephen Hawking deixou um grande legado em relação aos estudos astronômicos, especialmente dos buracos negros

Hawking começou a estudar para provar que Berkenstein estava errado em sua teoria, porém, seu trabalho comprovou as ideias do físico e consolidou uma das maiores descobertas de sua carreira. Os buracos negros teriam sim uma temperatura, assim como irradiariam calor, a chamada “Radiação Hawking”, e também poderiam simplesmente desaparecer com o passar do tempo. A ideia indicaria uma eterna perda de toda a informação “absorvida” pelo buraco negro, algo que move acalorados debates astronômicos até hoje.

Inflação cósmica

Tanto na divulgação quanto na pesquisa das ideias sobre a inflação cósmica – a teoria de que o espaço passou por um período de rápido crescimento logo após o Big Bang – contaram com grande contribuição de Hawking. Em meados de 1980, ele foi um dos primeiros, segundo o The Guardian , a mostrar como a flutuações quânticas, minúsculas variações na distribuição da matéria, durante o crescimento podem causar a propagação de galáxias por todo o universo.

Leia também: Com o dobro da idade do Sol, estrela que "não deveria existir mais" é descoberta

Função de onda do universo

Segundo a  BBC News , Stephen Hawking e o também físico James Hartle trabalharam, durante a década de 1980, para tentar descrever toda a história do cosmos em uma única expressão matemática . Chamada de "função de onda do universo", ela sugere que o universo não tem uma origem e seria capaz, em teoria, de calcular todas as propriedades do espaço ao nosso redor.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários