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Segundo cientista, os óvulos cresceram e amadureceram em laboratório, mas ainda é necessário estudos para que possa ser aplicado clinicamente; feito traz esperanças às mulheres inférteis ou que sofrem de menopausa precoce

Cientistas cultivam óvulos em laboratório: esperança para mulheres inférteis ou que sofrem de menopausa precoce
Divulgação/Universidade de Edimburgo
Cientistas cultivam óvulos em laboratório: esperança para mulheres inférteis ou que sofrem de menopausa precoce

Óvulos humanos foram criados em laboratório pela primeira vez na história, segundo revelaram cientistas na Universidade de Edimburgo, na Escócia. O feito inédito foi publicado na revista científica Molecular Human Reproduction  nesta sexta-feira (9).  

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Segundo a equipe de cientistas britânicos e norte-americanos responsável pelo estudo, os óvulos  cresceram até a maturidade, ou seja, quando estão prontos para ser fecundados. A conquista inédita traz esperanças para a fertilidade de mulheres com câncer, por exemplo, que estejam passando por tratamento quimioterápico, ou aquelas que sejam inférteis e que tenham menopausa precoce. 

Desse modo, a descoberta pode ser capaz de gerar novos tratamentos, formas de maternidade, ainda desempenhar um papel importante na medicina regenerativa. Além disso, especialistas poderão explorar como os óvulos humanos se desenvolvem, processo que ainda permanece cheio de mistérios. 

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Depois de três décadas de estudos e tentativas, a criação em laboratório só foi possível com rigoroso controle laboratorial sobre as condições ideais para o crescimento e amadurecimento dos óvulos: tais como níveis de oxigênio, hormonais e protéicos – tudo necessário para simular o meio ambiente natural. Até hoje, os testes de reprodução dos oócitos só tinham funcionado em ratos. 

Apesar de ter animado o meio científico, a equipe envolvida no estudo lembra que ainda é necessário bastante trabalho antes que isso possa ser utilizado de maneira prática, clinicamente. 

Óvulos não foram fertilizados

O feito inédito na ciência, revelado pela Universidade de Edimburgo, se mostrou eficiente em 90% dos casos, ou seja, a maioria completou o ciclo até a maturidade. Porém, nenhum dos óvulos criados foi fertilizado, o que significa que ainda é incerto o quão viável são. 

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A professora Evelyn Telfer, uma das pesquisadoras da equipe, afirmou à BBC News que é "muito excitante obter provas de que é possível atingir esse estágio do tecido humano. Mas, isso deve ser equilibrado com todo o trabalho necessário oara melhorar as condições de cultura e testar a qualidade dos oócitos".

"Mas, além de qualquer aplicação clínica, este é um grande avanço na melhoria da compreensão do desenvolvimento de óvulos humanos", completa a cientista. Vale lembrar que as mulheres nascem com óvulos imaturos em seus ovários que se desenvolvem completamente somente após a puberdade.

*Com informações da Agência Ansa e BBC News

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