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Os sete exoplanetas foram encontrados em torno de uma estrela anã e fria, a Trappist-1, um tipo de astro chamado de “anão vermelho”; veja mais

Todos os planetas têm tamanho da Terra e estão a uma distância suficiente da estrela para que tenham água líquida
Divulgação/Nasa - 22.02.2017
Todos os planetas têm tamanho da Terra e estão a uma distância suficiente da estrela para que tenham água líquida

Astrônomos da Nasa (Agência Espacial Americana) encontraram pelo menos sete novos planetas do tamanho da Terra, orbitando a mesma estrela a uma distância de 40 anos-luz do sistema solar. A pesquisa foi divulgada no jornal “Nature” e as descobertas foram anunciadas em uma coletiva de imprensa na sede da agência em Washington nesta quarta-feira (22).

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Esta descoberta fora do nosso sistema solar é considerada rara, uma vez que todos os planetas têm tamanho similar ao da Terra e, ao mesmo tempo, estão a uma distância suficiente da estrela para que se aqueçam e tenham água líquida em suas superfícies – o que, portanto, é um indicativo de que pode haver vida. “É a primeira vez que tantos planetas desse tipo são encontrados em torno da mesma estrela”, disse Michaël Gillon, líder do estudo e astrônomo da Universidade de Liège, na Bélgica.

Os sete exoplanetas foram encontrados em torno de uma estrela anã e fria, a Trappist-1, um tipo de astro chamado por “anões vermelhos”.

Estimativas de sua massa também indicam que eles são planetas rochosos, em vez de serem gasosos como Júpiter. Também é esperado que três destes planetas que estão na zona habitável da estrela, e podem até ter oceanos na superfície.

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“Penso que demos um passo crucial em direção à descoberta sobre se existe vida fora da Terra”, disse um dos autores do estudo e astrônomo da Universidade de Cambridge, Amaury Triaud. "Eu não acho que em qualquer momento anterior tivéssemos os planetas certos para descobrir e saber se existe vida. Neste caso, se a vida conseguiu prosperar e liberar gases semelhantes ao que temos na Terra, vamos saber", completou.

A vida pode começar e evoluir diferentemente em outros planetas, portanto, encontrar tais gases que indicam que há vida é a chave. “Essa descoberta pode ser uma parte significante do quebra-cabeça para encontrar ambientes habitáveis, lugares que são propícios à vida”, explicou Thomas Zurbuchen, administrador associado da missão da Nasa.

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Como foi aprendido anteriormente com os estudos dos exoplanetas, “onde há um, há mais”, disse Sara Seager, professora de ciência planetária e física do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A cientista e outros pesquisadores estão encorajados pela descoberta deste sistema de planetas porque aumenta as chances de achar outro planeta habitável, como a Terra, no futuro, e também por apontar onde se deve procurar.

 *Com informações da CNN

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