Confusão entre vereadodores durante a votação do reajuste salarial dos funcionário públicos
Reprodução/redes sociais
Confusão entre vereadodores durante a votação do reajuste salarial dos funcionário públicos

Durante a votação do reajuste salarial dos servidores públicos da cidade de  São Paulo, realizado nesta última quarta-feira (13), no Plenário da Câmara, vereadores se envolveram em uma discussão acirrada.

O clima esquentou entre parlamentares de direita e da esquerda.

Uma das discussões envolveu a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) com parlamentares do PSOL: as vereadoras Keit Lima e Silvia Ferraro e o vereador professsor Toninho Vespoli.

Enquanto os parlamentares discutiam no Plenário, também teve confusão na galeria entre agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e integrantes de sindicatos que acompanhavam a sessão.

Bate boca entre as vereadoras Silvia da bancada feminista (PSOL) e Amanda Vettorazzo (União Brasil)
Reprodução/redes sociais
Bate boca entre as vereadoras Silvia da bancada feminista (PSOL) e Amanda Vettorazzo (União Brasil)


Em nota ao iG, o vereador Toninho Vespoli protestou dizendo que trabalhadores foram chamados de "vagabundos, primatas e canalha na Câmara Municipal. 

O mais curioso é que alguns vereadores apareceram apenas para votar o projeto, mesmo sem terem ocupado a tribuna ao longo do ano. Infelizmente, uma parte da direita abandonou qualquer compromisso com a cidade para apostar na política do corte para internet, da lacração e dos likes, enquanto os verdadeiros problemas de São Paulo seguem sem resposta Toninho Vespoli, vereador de São Paulo (PSOL)


Já a vereadora Silvia da banca feminista disse, também em resposta ao que houve provocação da extrema direita. Ela também criticou a ação da GCM na galeria.

A sessão for marcada por muita provocação da extrema direita aos servidores públicos, com ofensas inaceitáveis a quem garante os serviços públicos da cidade, além de repressão por parte da GCM contra aqueles que estavam protestando, o que é um direito garantido pela Constituição Silvia Ferraro, covereadora da Bancada Feminista do PSOL







A vereadora Keite  Lima disse que a Câmara não pode ser palco para o autoritarismo e a barbárie contra quem serve à população. Ao iG, ela chamou de inadmissível e repugnante a situação ocorrina na Câmara. Afirmou ainda  que "servidores municipais, que dedicam suas vidas ao cuidado da cidade, foram alvo de agressões físicas e verbais covardes".

Assistimos, com profunda indignação, a trabalhadores sendo agredidos e detidos, enquanto eram insultados por vereadores bolsonaristas e da base do governo Ricardo Nunes. A Câmara deveria ser o espaço do diálogo e do respeito democrático, não um palco para o autoritarismo e a barbárie contra quem serve à população. Meu mandato se solidariza com cada trabalhador e trabalhadora atingidos. Não aceitaremos que o desrespeito se torne norma nesta Casa. Exigimos a apuração imediata dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Keite Lima, vereadora de São Paulo (PSOL)










A vereadora Amanda Vettorazzo, do partido União,  também se posicionou a respeito da confusão na Câmara.

Toda manifestação da esquerda é a mesma coisa: sempre em horário de trabalho, com bebida alcoólica, muita sujeira e bagunça. Já no plenário é sempre a velha hiprocrisia: dizem lutar pela educação, cegam quando são confrontados com números do governo federal e aí só resta tentar me impedir de falar a verdade aos berros e muito show. Copia e cola pra quando me perguntarem novamente sobre mais uma manifestação da esquerda, vai ser igual. Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo (União Brasil)


Sobre a votação

Em meia à sessão turbulenta, a Câmara aprovou reajuste salarial dos servidores públicos da capital em 3,51%. Foram 35 votos favoráveis e 16 contrários. Agora, o texto segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Essa foi a segunda votação; na semana passada o texto já havia sido aprovado com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção. O pagamento será realizado em duas parcelas: 2% a partir de 1º de maio de 2026, e 1,48% a partir de 1º de maio de 2027.



A reportagem do iG entrou em contato com a Câmara Municipal e questionou o ocorrido no plenário e também na galeria, mas a Casa não se posicionou. 

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