Mohamad Hussein Mourad, conhecido como
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Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco"

O Ministério Público de São Paulo rejeitou a proposta de delação premiada que vinha sendo negociada com os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, no âmbito da Operação Carbono Oculto. Segundo as investigações, eles seriam responsáveis por comandar um esquema ligado ao  Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

De acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça, a proposta foi recusada porque os empresários omitiram informações relevantes, especialmente sobre suas conexões com o PCC e sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. Além disso, os investigados afirmaram não haver envolvimento de políticos, mencionando apenas um juiz, que já era alvo de processos e havia sido responsabilizado pelo próprio Ministério Público.

Diante dessas omissões, o Ministério Público concluiu que a delação não traria contribuições efetivas para o avanço das investigações, motivo pelo qual optou por rejeitá-la.

Operação Carbono Oculto

 Apontada como uma das maiores ações contra o crime organizado no país, a Operação Carbono Oculto teve como objetivo desarticular um esquema bilionário no setor de combustíveis, com participação de integrantes do PCC. As investigações indicam que o grupo teria sonegado cerca de R$ 7,6 bilhões.

A operação mobilizou cerca de 1,4 mil agentes, que cumpriram mandados de busca e apreensão, além de prisões, contra mais de 350 alvos suspeitos de envolvimento no esquema. A ofensiva foi deflagrada nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Quem são os alvos?

Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo” ou “João”, é apontado como um dos "associados" ao PCC, de acordo com um organograma da Polícia Civil divulgado em fevereiro deste ano.  Ele é investigado por participação em fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Segundo as autoridades, Mourad teria atuado no controle de distribuidoras utilizadas para movimentações financeiras suspeitas e geração de créditos fiscais irregulares. Parte dessas operações envolvia o uso de empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultar a estrutura real de comando. 

Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, é apontado como gestor do grupo Copape, que atua na distribuição de combustíveis.

De acordo com as investigações, ele exercia papel estratégico na engrenagem do esquema, sendo responsável pela coordenação operacional das atividades consideradas fraudulentas. 

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