
O Metrô de São Paulo realizou, nesta quarta-feira (24), a última sessão de leilões eletrônicos para a contratação das obras da Linha 19-Celeste, que vai ligar o centro de Guarulhos ao centro de São Paulo e reduzir o trajeto entre as duas cidades em até uma hora.
Ao todo, cinco concorrentes participaram do certame, mas as empresas Power China e a Odebrecht apresentaram as propostas mais competitivas.
A Odebrecht ficou à frente nos lotes 2 e 3, com valores de R$ 6,70 bilhões e R$ 6,89 bilhões. Falta a análise técnica do metrô e da banca julgadora antes da homologação. O prazo de conclusão previsto é de 75 meses após o início das obras.
Novo trajeto
A Linha 19-Celeste foi pensada para encurtar a distância entre Guarulhos e a capital paulista - a estimativa é de reduzir o trajeto entre as duas cidades em até 60 minutos. Com isso, a nova linha deve atender cerca de 630 mil passageiros por dia e ajudar a aliviar o trânsito e o sistema de ônibus intermunicipais.
O projeto prevê 17,6 km de extensão, 15 estações, um pátio de manutenção e 18 poços de ventilação e saídas de emergência (VSEs).
O trajeto começa no Bosque Maia, em Guarulhos, cruza bairros da Zona Norte como Jardim Julieta e Vila Maria e termina no Anhangabaú, no centro de São Paulo. No caminho, a linha se conecta às linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, além das linhas 10-Turquesa e 11-Coral da CPTM.
Entre os principais pontos atendidos estão o Mercado Municipal, Theatro Municipal, o comércio atacadista do Pari e corredores empresariais e residenciais da Zona Norte.
"Tatuzões"
Segundo o governo do estado, três tuneladoras, conhecidas como "tatuzões", serão usadas na obra. Dois modelos serão empregados: o Slurry, adequado a solos arenosos e com lençol freático elevado, e o Dual Mode, para solos mistos e rochosos.
Dois equipamentos serão instalados na futura Estação Jardim Julieta, seguindo em direções opostas para Bosque Maia e Vila Maria. O terceiro será posicionado na Estação Vila Maria, até o poço de ventilação 18, na região do Bixiga.
Construção
A construção demandará mais de 5,7 milhões de m³ de escavação, 1,37 milhão de m³ de concreto, 187 mil toneladas de aço e 610 mil m³ de calda de cimento.
Além dos túneis, os consórcios responsáveis deverão elaborar o projeto executivo e instalar sistemas auxiliares, como escadas rolantes, elevadores, iluminação, ventilação e bombas hidráulicas.
Segundo a Agência São Paulo, a obra vai gerar mais de 28 mil empregos diretos e indiretos, reduzir 131 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano e economizar 59,7 milhões de litros de combustível.
Expansão do metrô
A Linha 19 integra o plano de expansão do transporte metropolitano da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Estão em andamento as obras de expansão das linhas 2-Verde e 15-Prata e os estudos para a implantação das linhas 20-Rosa (SP-ABC) e 22-Marrom (Cotia-SP).
Outros projetos aguardam finalização, como a Linha 6-Laranja e a Linha 17-Ouro, monotrilho que deve ligar o aeroporto de Congonhas à rede metroviária.