Três criminosos foram presos em flagrante por sequestrar, roubar e estuprar passageiras (à esquerda) e uma das vítimas a influenciadora Giovanna Pacheco (à direita)
Anderson Colombo/TV Globo - 14.03.2023
Três criminosos foram presos em flagrante por sequestrar, roubar e estuprar passageiras (à esquerda) e uma das vítimas a influenciadora Giovanna Pacheco (à direita)

Um grupo de motoristas de aplicativo acusados de sequestrar , roubar , estuprar e abusar sexualmente de passageiras sozinhas em São Paulo foi preso na noite desta segunda-feira (13) pela Polícia Civil da capital paulista.

Segundo os agentes, três homens foram detidos em flagrante pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 4ª Delegacia Seccional da Zona Norte. A polícia informou que, antes da prisão, houve uma troca de tiros entre os criminosos e os policiais. No entanto, ninguém se feriu. 

O grupo era composto por quatro homens, um deles conseguiu fugir do local, mas foi identificado e é procurado pelos policiais. Uma mulher que havia sido sequestrada durante uma corrida de aplicativo pelos marginais foi libertada pela polícia. Ela estava dentro do carro que era usado pela quadrilha.

Segundo a vítima, os criminosos não chegaram a roubar dinheiro e nem abusar sexualmente dela. No entanto, segundo os agentes, o bando já vinha sendo investigado pela polícia, que deteve os homens quando eles pegaram a vítima nos Jardins, bairro nobre do Centro de São Paulo, e seguiam com ela pela região de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital.

A quadrilha pretendia levar a jovem para um cativeiro em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, disse a polícia.

O grupo vinha sendo investigado por usarem carros de aplicativo e um cativeiro para cometerem crimes contra outras seis passageiras neste ano na capital. Segundo a polícia, todas foram sequestradas e roubadas. Algumas delas também foram estupradas e violentadas sexualmente pelos bandidos.

Entenda como quadrilha agia, de acordo com a investigação policial:

  • Os criminosos eram cadastrados como motoristas de carros por aplicativos de celular. Quando uma mulher sozinha pedia uma corrida, o motorista ia até o local e pegava a passageira.
  • Depois, durante o trajeto, ele fingia uma pane no carro e parava o veículo. Nesse momento, outro veículo que seguia o automóvel também parava e os bandidos desciam armados dele.
  • O grupo anunciava o assalto e entrava no carro por aplicativo com a passageira e o motorista, que fingia ser vítima também. Mas na verdade também era integrante da quadrilha.
  • A mulher abordada era ameaçada de morte pelo bando se não transferisse dinheiro por Pix (transferência bancária por aplicativo de celular) para contas dos criminosos.
  • Durante o assalto, a vítima era levada para um cativeiro numa casa em Itaquaquecetuba. Lá, ela também podia ser abusada sexualmente, como algumas vítimas relataram.

Criminosos foram indiciados por diversos crimes

Os três homens presos confessaram os crimes, segundo a polícia. 

“As vítimas ficavam em poder da quadrilha entre 1 hora a 12 horas. [Os bandidos] eram agressivos com as vítimas. [Eles] vão responder por extorsão qualificada, roubo majorado [levar o bem de alguém sob ameaça], tentativa de homicídio em cima dos policiais [por terem atirado contra os agentes] e organização criminosa. Somadas as penas deverão passar mais de 40 anos na cadeia", disse o delegado Ronald Quene Justiniano, que também irá responsabilizá-los por estupros e outros crimes crimes sexuais contra algumas das vítimas.

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