Operação do Bope no morro dos prazeres com oito mortos no Rio é investigada pelo Ministério Público
Divulgação / MPRJ
Operação do Bope no morro dos prazeres com oito mortos no Rio é investigada pelo Ministério Público

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) acompanha as investigações sobre a operação policial realizada na quarta-feira (18) , no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, que terminou com oito mortos sendo um morador e sete suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, entre eles o traficante Jiló, apontado como chefe da região.

Promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) e peritos da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) estiveram na casa onde parte das mortes ocorreu, em um beco com acesso pela Rua Barão de Petrópolis. Durante a tarde da última quinta-feira (19), técnicos da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT/CI2) realizaram uma varredura com scanner e registros fotográficos detalhados no imóvel, que permaneceu isolado para a perícia.

Promotores e peritos do MPRJ realizam diligência em casa onde ocorreram mortes durante operação no Morro dos Prazeres
Divulgação / MPRJ
Promotores e peritos do MPRJ realizam diligência em casa onde ocorreram mortes durante operação no Morro dos Prazeres



Segundo o MPRJ, o local apresentava marcas da operação, como orifícios de entrada e saída de projéteis, vestígios de sangue e objetos pessoais. O material recolhido será utilizado na elaboração de um laudo técnico.

A diligência contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), enquanto a Delegacia de Homicídios conduz as investigações. Peritos da Polícia Civil também participaram da análise.

Além da presença nas investigações no local da Operação, promotores e técnicos do Ministério Público foram até o Instituto Médico Legal (IML) acompanhar as necropsias de todas as oito vítimas.

Perícia técnica é realizada em imóvel no Morro dos Prazeres após operação policial que terminou com oito mortos
Divulgação / MPRJ
Perícia técnica é realizada em imóvel no Morro dos Prazeres após operação policial que terminou com oito mortos



O Gaesp informou que requisitou as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ação, além de outros dados sobre a operação. O caso foi encaminhado para a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro. Paralelamente, a Promotoria junto à Auditoria Militar também solicitou imagens das câmeras corporais e informações à Corregedoria da Polícia Militar, no âmbito do controle externo da atividade policial.


Operações marcaram a semana do Centro do Rio

A ação no Morro dos Prazeres é um desdobramento de uma série de operações contra o tráfico de drogas na região central do Rio ao longo da semana.

Na terça-feira (17), uma ação conjunta das polícias Civil e Militar prendeu 14 suspeitos ligados ao Comando Vermelho na Lapa. A investigação, que durou mais de um ano, mirou a estrutura de distribuição de drogas na região.

Protestos após morte de Jiló
Reprodução/Rede X
Protestos após morte de Jiló


Já na quarta-feira (18), o traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “ Jiló ” e apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, foi morto durante operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).  Segundo a polícia, criminosos invadiram uma casa e fizeram um casal refém durante a ação. Houve troca de tiros, e um morador acabou morto. Outros suspeitos também foram baleados e não resistiram.

Após a operação, houve re ação de criminosos na região. Um ônibus foi sequestrado e incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido,  e barricadas foram montadas, afetando o trânsito e o transporte público. Ao menos dez linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados em bairros como Rio Comprido e Santa Teresa.

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