Após a morte de Claudio Augusto dos Santos, conhecido como "Jiló" e apontado como chefe do tráfico do Morro dos Prazeres, no centro do Rio de Janeiro, um ônibus foi sequestrado e incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, centro da capital fluminense, nesta quarta-feira (18). Uma barricada também foi montada para impedir a circulação na área.
Ás 15h26, o Centro de Operações Rio informou que o elevado foi liberado.
Segundo as autoridades, "Jiló" chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a PM, Claudio Augusto era um dos principais nomes do Comando Vermelho e tinha mais de 100 passagens pela polícia . Além dele, outros seis suspeitos e um morador morreram durante a operação.
Segundo informações do Centro de Operações Rio (COR-RIO), a via permanece interditada no sentido Túnel Rebouças, altura da Rua do Bispo, devido ao veículo incendiado.
Dez linhas de ônibus foram impactadas, sofrendo desvios de itinerário no Rio Comprido e em Santa Teresa, conforme a Rio Ônibus. Confira a lista:
201 Santa Alexandrina x Castelo
202 Rio Comprido x Castelo
410 Saens Pena x Gávea
133 Largo do Machado x Terminal Gentileza
006 Silvestre x Castelo
007 Silvestre x Central
507 Silvestre x Largo do Machado
111 Central x Leblon 109 São Conrado x Terminal Gentileza
014 Paula Mato x Central
Morte do chefe do tráfico
Claudio Augusto dos Santos, conhecido como "Jiló" e apontado como chefe do tráfico do Morro dos Prazeres, foi morto, nesta quarta-feira (18), durante confronto com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Durante coletiva de imprensa, o comandante do Bope falou sobre a operação. "Houve, no momento da prisão, o deslocamento da quadrilha, que vinha sendo monitorado. Eles se esconderam em uma casa, utilizaram uma família como refém" , disse.
O tenente-coronel Novaes, que liderava a operação, detalhou a ação desta quarta-feira (18):
Nós estávamos monitorando, acompanhando todo o movimento, através de um trabalho de inteligência, usando tecnologia (...) e eles, em uma ação covarde, entraram em uma residência, colocaram um casal como refém e nós, quando entramos no imóvel, começamos uma negociação preliminar. No momento em que a gente estava buscando uma negociação pacífica, vieram disparos da residência. Então, a nossa tropa respondeu imediatamente".