Rogério de Andrade seguirá no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul
Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
Rogério de Andrade seguirá no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter o contraventor Rogério de Andrade em um presídio federal de segurança máxima. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ) negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e confirmou a permanência do réu no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que defende a manutenção do acusado no sistema federal por considerar que ele representa risco à ordem pública e ao funcionamento do sistema prisional estadual.


Segundo o entendimento dos desembargadores, a transferência para unidades federais com regras mais rígidas de vigilância e controle é adequada para reduzir a influência de lideranças criminosas e dificultar a articulação de crimes fora do ambiente carcerário.

Acusação aponta liderança em organização criminosa

O MPRJ aponta Rogério de Andrade como um dos principais nomes de uma organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho no Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, o grupo atua com intimidação, violência e disputas territoriais para manter suas atividades ilícitas.

A inclusão do contraventor no RDD tem como base uma denúncia apresentada em 2025 pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO). A ação também envolve Flávio da Silva Santos, conhecido como “Flávio Pé Pé” ou “Flávio da Mocidade”.

Rogério de Andrade está preso desde outubro de 2024. Ele é réu em um processo que investiga o homicídio de Fernando de Miranda Iggnacio, morto em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Com a decisão do TJRJ, o contraventor seguirá custodiado no sistema penitenciário federal, submetido a regras mais rígidas de isolamento e controle de comunicação, previstas para presos considerados de alta periculosidade.

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