Operação mira furto de petróleo em dutos da Transpetro
Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro
Operação mira furto de petróleo em dutos da Transpetro

Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa especializada no furto de petróleo diretamente de oleodutos da Transpetro. A ação, realizada nesta quinta-feira (22), resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios fluminenses e em outros sete estados.

Foram denunciadas por integrar o esquema criminoso, 14 pessoas, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). A Justiça autorizou 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão, executados pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). Até o momento, ao menos sete suspeitos foram presos.

No Rio de Janeiro, os alvos estão em Magé, Duque de Caxias, Macaé e Guapimirim. As ordens judiciais também são cumpridas em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Sergipe, com apoio das forças de segurança locais.

Investigação começou após flagrante em fazenda na Baixada Fluminense

As investigações tiveram início em junho de 2024, após a Polícia Militar receber informações sobre a atuação de um grupo armado que estaria furtando petróleo de um duto localizado em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense. No local, os agentes encontraram dois caminhões-tanque já carregados com o combustível.

Segundo a Transpetro, apenas esse episódio gerou um prejuízo estimado em R$ 5,8 milhões, principalmente em ações de reparo e reforço da segurança da tubulação danificada.

O imóvel onde ocorreu o flagrante pertence ao espólio do contraventor Waldemir Paes Garcia, segundo os investigadores. A Polícia Civil aponta que o local era usado como ponto estratégico para a extração clandestina do petróleo.


Esquema envolvia empresas e lavagem de dinheiro

Além dos responsáveis diretos pela perfuração ilegal dos dutos, o Ministério Público identificou pelo menos 15 empresas que integravam a estrutura financeira do esquema. Essas empresas, espalhadas por diversos estados, eram utilizadas para a receptação do  petróleo furtado, transporte interestadual e emissão de notas fiscais fraudulentas.

As investigações indicam que o grupo atuava de forma organizada, com divisão clara de funções, proteção armada durante as ações e uma rede logística voltada à comercialização do produto no mercado ilegal.

Há ainda indícios de intimidação de testemunhas, destruição de provas e ocultação de equipamentos usados na prática criminosa.

Reincidência e descumprimento de decisões judiciais

Segundo o MPRJ, parte dos investigados já havia sido denunciada anteriormente pelo mesmo tipo de crime e, mesmo assim, continuou operando o esquema, em desrespeito a decisões judiciais em vigor. Alguns deles também respondem a outros processos criminais.

O Governo do Estado afirmou que a operação pretende interromper imediatamente as atividades ilegais e enfraquecer financeiramente organizações criminosas que causam prejuízos milionários e colocam vidas em risco ao violar estruturas estratégicas de transporte de combustíveis.

As investigações seguem em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes