VLT já atua no Centro do Rio
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VLT já atua no Centro do Rio

A nova política de mobilidade urbana do Rio de Janeiro começou a tomar forma com a sanção da lei que autoriza a substituição dos corredores BRT Transcarioca e Transoeste por sistemas de VLT, VLP ou modais elétricos de tecnologia similar. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara Municipal, agora foi validado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

A mudança ainda não altera o funcionamento atual do BRT. As linhas continuam operando normalmente, assim como o pagamento da tarifa, as integrações e os bilhetes utilizados hoje. O novo modal ainda dependerá de uma série de etapas antes de chegar às ruas: estudos de viabilidade técnica e ambiental, definição do modelo de operação e a futura licitação da parceria público-privada (PPP) responsável pela implantação, manutenção e operação do sistema.

Embora o BRT siga funcionando como está, a proposta sancionada abre caminho para uma transformação de grande porte no transporte de alta capacidade. A conversão dos corredores prevê o uso de veículos elétricos, com maior capacidade e regularidade do que os ônibus articulados atuais. Além do ganho ambiental, com redução significativa de emissões, a prefeitura afirma que o novo sistema deve oferecer mais confiabilidade e integração à rede de transporte de massa.

O plano não se limita à troca do modal. A lei também autoriza a expansão das linhas para outras regiões da cidade. Entre os trechos incluídos nos estudos estão Botafogo, a Ilha do Governador, a região do Porto e as áreas de São Cristóvão e adjacências. Nesse último setor, a proposta prevê cinco possíveis paradas que atenderiam o Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, o BioParque e a Quinta da Boa Vista, ampliando o acesso a pontos turísticos, de lazer e de serviços públicos.

Os custos da conversão ainda serão definidos, mas estimativas preliminares apontam para um investimento que pode chegar a R$ 12 bilhões. Como o modelo será de concessão patrocinada, a conta será dividida entre o setor privado e a prefeitura, que deverá pagar contraprestações ao operador. A tarifa para o passageiro permanece inalterada neste momento, e não há indicação de mudança imediata na forma de compra ou uso dos bilhetes, segundo as informações já divulgadas.

Apesar da dimensão do projeto, ainda não há qualquer prazo oficial para a conclusão da conversão dos corredores. A lei sancionada não estabelece cronograma e a prefeitura afirma que a definição de datas depende dos estudos de viabilidade, do modelo final da concessão e da futura licitação. Somente depois dessas etapas será possível estimar quando as obras começarão — e quando os novos modais entrarão em operação.

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