
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse nesta segunda-feira (19) que vai entregar ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de sigilo telefônico e bancário dele e da família e cobrou o adversário, candidato Flávio Bolsonaro (PL), a fazer o mesmo.
A declaração do presidente sobre a quebra de sigilo ocorreu durante um ato de campanha em Porto Alegre, capital gaúcha . Entre apoiadores, o presidente escreveu em um cartaz "Abre o sigilo, Flávio" e mostrou à multidão que acompanhava o ato.
"Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família", disse Lula.
O presidente disse ainda que fez questão de incluir seus cinco filhos no documento que será encaminhado ao TSE, porque, segundo ele, toda eleição “se inventa uma coisa contra minha família”.
O presidente se refere ao filho mais velho, Fábio Luis Lula da Silva. Flávio Bolsonaro tenta associar Lulinha com pessoas envolvidas no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, a fraude do INSS.
"Essa é minha última disputa eleitoral e não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Isso é em defesa da minha honra, da honra da minha família e sobretudo na defesa desse país que não pode ter um ladrão governando esse país", declarou, durante coletiva de imprensa para apresentar o documento que vai enviar ao TSE.
Debate na TV
A questão da quebra de sigilo foi lançada por Lula durante o debate presidencial deste domingo (18), na Band
. O presidente propôs que os dois candidatos abram suas contas bancárias e seus sigilos telefônicos para análise antes da eleição.
O ouvir a proposta na TV, o candidato do PL afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não afirmou se vai autorizar a quebra do sigilo.
No ato desta terça, o presidente foi duro nas críticas ao adversário.
“Eu quero que ele abra o sigilo bancário dele, do pai e do irmão, porque quero saber onde está os R$ 134 milhões do banco Master que ele ganhou do Vorcaro. Quero saber como ele pode comprar uma casa de R$ 10 milhões, à vista, com o salário que ele ganha, que é igual ao meu”, disse, em discurso, no ato de campanha.
O iG tentou contato com a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro e pediu um posicionamento do candidato, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto.