
Segundo dados do boletim divulgado pela agência governamental norte-americana NOAA em 05/10/2026, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 1+2 saltou de +4,8ºC na semana anterior para extraordinários +5,3ºC pelo Índice Oceânico Niño (ONI) .
Esta é a primeira vez nos registros modernos em que uma marca igual ou superior a +5,0ºC é observada em qualquer uma das quatro regiões Niño monitoradas. Pelo Índice Oceânico Niño Relativo (RONI), que ajusta o cálculo considerando o aquecimento global , a anomalia atingiu +4,6ºC .
O nível atual de aquecimento supera os maiores picos semanais registrados no passado na região Niño 1+2:
- 1982-1983: Pico de +4,2ºC na semana de 29 de junho de 1983.
- 1997-1998: Pico de +4,0ºC na semana de 13 de agosto de 1997.
- 2015-2016: Pico de +2,7ºC na semana de 15 de julho de 2015.
- 2023-2024: Pico de +3,4ºC na semana de 2 de agosto de 2023.
Impactos
Peru: Tempestades torrenciais, transbordamento de rios e huaicos (deslizamentos de terra) em escala não vista desde 1997/1998 e 2017, além de alteração na distribuição da fauna marinha com prejuízos à pesca.
Equador: Inundações generalizadas que destruíram infraestruturas viárias e causaram fortes perdas nas colheitas de banana, arroz e cana-de-açúcar.
Saúde Pública: Aumento expressivo do risco de contaminação da água potável e surtos de doenças transmitidas por mosquitos nas zonas alagadas.
Autoria Técnica e Governança de Dados (LGPD)
A análise meteorológica é assinada pela meteorologista Estael Sias (mestre pela USP e sócia-diretora da MetSul). A veiculação e o monitoramento são realizados pela MetSul Meteorologia Ltda, portal que adota diretrizes de tratamento e proteção de dados pessoais em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD Lei nº 13.709/2018) para a gestão de cadastros de leitores e assinantes.